A disputa por uma vaga no Tribunal de Contas da União, aberta após a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, transformou-se em um teste direto da força para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A sabatina dos sete candidatos ocorre nesta segunda-feira 13, na Comissão de Finanças e Tributação, com votação em plenário prevista para o dia seguinte, terça 14.
Nos bastidores, a eleição é tratada como um termômetro da capacidade de articulação de Motta, que apoia o deputado Odair Cunha (PT-MG). O compromisso com o nome do petista foi firmado ainda em 2024, nas negociações que garantiram apoio à eleição de Motta para a presidência da Câmara.
O deputado Odair Cunha (PT-MG). Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Apesar de reunir o maior número de endossos formais entre os candidatos, Odair enfrenta uma disputa considerada apertada. O lançamento de outras seis candidaturas fragmentou o cenário e aumentou o risco de derrota, especialmente em uma votação secreta.
Diante desse cenário, Motta intensificou a articulação nas últimas semanas, pedindo votos diretamente aos congressistas e reforçando o acordo firmado anteriormente. A movimentação ocorre sob dúvidas entre deputados sobre sua capacidade de entregar o resultado prometido.
Aliados do governo avaliam que uma eventual vitória de Odair consolidaria a autoridade de Motta à frente da Câmara e demonstraria controle sobre a base. Por outro lado, uma derrota teria impacto imediato sobre sua liderança, ao expor fragilidade na condução de acordos e na coordenação na Casa.
A disputa também reflete insatisfações de partidos do Centrão, como PSD e União Brasil, que veem na eleição uma oportunidade de reagir ao governo federal. No campo da oposição, o PL aposta na candidatura de Soraya Santos (RJ).
Além de Odair e Soraya, concorrem à vaga os deputados Danilo Forte (PP-CE), Hugo Leal (PSD-RJ), Elmar Nascimento (União-BA), Gilson Daniel (Podemos-ES) e Adriana Ventura (Novo-SP).














