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Usina de Arte, o “Inhotim pernambucano” a 150 km de Recife

Uma antiga usina de cana-de-açúcar convertida em um museu de arte,

Uma antiga usina de cana-de-açúcar convertida em um museu de arte, na Zona da Mata do sul de Pernambuco: essa é a proposta da Usina de Arte, a 150 km de Recife, que completou uma década de atividades no ano passado.

Apelidada de “Inhotim pernambucano” graças à reunião de instalações artísticas em meio a um grande espaço a céu aberto, a estrutura situada no município de Água Preta também conta parte da história econômica da região.

Desde 2023, o conjunto arquitetônico da Usina Santa Terezinha – nome original do empreendimento – está em processo de tombamento pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). É o primeiro caso de uma antiga usina protegida, com destaque para a manutenção do parque industrial e do casario construídos na década de 1920, mesmo após vários anos do fim das atividades envolvendo a cana.

A história da usina

O museu a céu aberto funciona nas instalações da antiga Usina Santa Terezinha, fundada em 1929 e que chegou a ser a maior produtora de álcool e açúcar do Brasil nos anos 1950. Uma potência econômica na região, sua estrutura impressionava: além do parque industrial que segue em pé, a usina dispunha até de um ramal ferroviário próprio, que no auge chegou a contar 100 km de trilhos e 21 locomotivas.

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No auge, a Usina Santa Terezinha chegou a liderar a produção de álcool e açúcar no país, e contava até com ramal ferroviário próprio (Usina de Arte/Divulgação)

Pouco a pouco, porém, os dias de glória foram ficando para trás. Em 1998, uma grande crise que atingiu todo o setor também marcou o fim das atividades da Santa Terezinha, que ficaria dormente por quase duas décadas. Mas, ao contrário de outras usinas dilapidadas no período, seu parque industrial seguiu relativamente intocado.

Em 2015, os Pessôa de Queiroz, herdeiros do espaço, decidiram reconvertê-lo em um projeto capaz de unir arte e integração à comunidade dos municípios vizinhos – além de Água Preta, dentro de cujos limites fica a usina, também há intercâmbio com Campestre, já do lado alagoano do mapa.

O resultado do projeto Usina de Arte é multifacetado. Visitantes podem passar pelos campos do Parque Artístico-Botânico e ver esculturas e instalações (confira a lista completa aqui), e também testemunhar um programa de reflorestamento que já cobriu mais de 40 hectares com cerca de cinco mil espécies de plantas, segundo informações dos responsáveis.

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O prédio da usina iluminado à noite: eventos educativos e festivais aproximam projeto da comunidade (Usina de Arte/Divulgação)

A ideia é também trazer a arte e a comunidade para o coração da antiga usina. Projetos educacionais incluem parcerias com unidades de ensino públicas e privadas da região, com escola de música e biblioteca à disposição dos estudantes. Também são realizados festivais anuais de artes visuais, teatro, literatura, música e cinema: é o Festival Arte na Usina, cuja edição mais recente foi realizada em dezembro de 2025.

Como visitar

A Usina da Arte é aberta ao público e conta com visitação gratuita, diariamente, das 5h30 às 18h. Como o antigo nome do empreendimento sugere, ela fica na vila de Santa Terezinha, no interior do município de Água Preta, a 150 km do Marco Zero de Recife.

O site oficial dá indicações de como chegar partindo da capital pernambucana, do litoral sul do estado e também de Alagoas, além de opções de refeição e hospedagem nos arredores da usina.



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