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Alta-costura inverno 2026: desfiles em Paris e Roma celebram criatividade e história

A temporada de alta-costura de inverno 2026 trouxe uma mistura de nostalgia e inovação, com estilistas explorando temas lúdicos e a relação entre moda e arte.

Alta-costura inverno 2026: desfiles em Paris e Roma celebram criatividade e história

Previa: A temporada de alta-costura de inverno 2026 trouxe uma mistura de nostalgia e inovação, com estilistas explorando temas lúdicos e a relação entre moda e arte. Desfiles em Paris e Roma apresentaram criações que desafiam convenções e celebram a criatividade.

A semana de alta-costura, que se encerrou em 9 de julho, foi marcada por desfiles que exploraram a infância, a fantasia e a relação com o tempo. Estilistas renomados como Matthieu Blazy, Robert Wun e Iris van Herpen trouxeram à passarela coleções que misturam elementos lúdicos e técnicas inovadoras, criando um ambiente leve e fresco, mesmo em uma temporada de inverno.

Chanel e a Nostalgia da Infância

Na Chanel, o desfile de Matthieu Blazy foi uma verdadeira viagem ao passado, começando pelo convite que remetia ao conto de “João e o Pé de Feijão”. A passarela foi adornada com flores gigantes e acessórios inusitados, como bolsas em formato de feijões e saltos que se assemelhavam a ovos. A silhueta tubular, característica da maison, apareceu em tecidos de tweed e chiffon, com bordados que remetiam a contos clássicos.

O estilista também desafiou a tradição ao posicionar a noiva no meio do desfile, vestida com um leve vestido de cintura deslocada. No final, a mulher Chanel foi apresentada em um vestido preto ousado, simbolizando uma nova era de empoderamento feminino.

Inovações e Novos Materiais

Robert Wun trouxe à sua coleção “Child’s Play” elementos como bexigas e bonecas, criando um diálogo entre fantasia e técnica. Já a dupla Viktor & Rolf apresentou uma performance única com duas modelos de idades diferentes, refletindo sobre a passagem do tempo.

Iris van Herpen inovou ao criar um vestido feito de plasma, material que brilha como as estrelas, enquanto Daniel Roseberry, da Schiaparelli, utilizou látex e silicone em suas peças, apresentando uma paleta de cores vibrantes inspiradas no fundo do mar.

Balenciaga e a Homenagem ao Passado

Pierpaolo Piccioli, na Balenciaga, fez sua estreia na alta-costura com um desfile que homenageou Cristóbal Balenciaga. A apresentação ocorreu em uma passarela imponente, onde modelos desfilaram vestidos que dialogavam com a história da marca, misturando referências clássicas e toques contemporâneos.

O estilista também se destacou ao agradecer sua equipe publicamente, ressaltando a importância do trabalho coletivo na criação das peças.

Dior e a Celebração do Feminino

Jonathan Anderson, na Dior, homenageou a artista Lynda Benglis, trazendo à passarela peças que questionam as fronteiras entre arte e moda. A coleção apresentou vestidos plissados metálicos e uma nova versão da icônica Bar Jacket, que agora aparece em lã cinza plissada, refletindo a leveza e a complexidade das criações.

A exposição montada nos jardins do Museu Rodin permitiu ao público apreciar a conexão entre as obras de Benglis e as criações da maison, reforçando a ideia de que a moda é uma forma de arte.

Fendi e a Estreia de Maria Grazia Chiuri

Por fim, a temporada foi encerrada em Roma com a estreia de Maria Grazia Chiuri na alta-costura da Fendi. A estilista optou por uma paleta minimalista em branco, preto e bege, apresentando uma coleção que valoriza a silhueta feminina sem aprisioná-la.

Chiuri também promoveu um diálogo com a arte, reeditando uma exposição histórica de Karl Lagerfeld e levantando questões sobre a interseção entre moda e arte. Sua abordagem reflete a importância das histórias, reais ou imaginárias, na construção da narrativa da moda.

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