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Mercado de trigo no Sul do Brasil enfrenta lentidão enquanto Chicago recua

O mercado de trigo no Sul do Brasil enfrenta um cenário de baixa liquidez, enquanto os preços internacionais recuam, influenciados por incertezas climáticas.

Mercado de trigo no Sul do Brasil enfrenta lentidão enquanto Chicago recua

Previa: O mercado de trigo no Sul do Brasil enfrenta um cenário de baixa liquidez, enquanto os preços internacionais recuam, influenciados por incertezas climáticas. A situação exige atenção redobrada dos produtores e investidores.

Atualmente, o mercado de trigo no Brasil apresenta um comportamento distinto entre o cenário interno e o internacional. No Sul do país, as negociações estão lentas, com compradores adotando uma postura cautelosa. A logística e a demanda por farinhas são fatores que impactam diretamente as cotações, refletindo um ambiente de baixa fluidez nas transações.

Mercado interno: Sul do Brasil segue com baixa liquidez

No Rio Grande do Sul, os preços do trigo mostraram uma leve alta, seguindo a referência do trigo argentino em Canoas, que está cotado em torno de US$ 300 por tonelada. Apesar desse pequeno avanço, o volume de negócios permanece baixo, sem mudanças significativas no ritmo das transações.

As indicações de mercado para o trigo no estado são as seguintes:

  • R$ 1.350/t FOB (junho/julho)
  • R$ 1.370/t (julho/agosto)
  • R$ 1.400/t (agosto cheio)

No mercado CIF, o trigo de melhor qualidade varia entre R$ 1.480 e R$ 1.500 por tonelada, enquanto lotes inferiores ficam entre R$ 1.400 e R$ 1.420 por tonelada. A disponibilidade estimada é de cerca de 190 mil toneladas, considerada insuficiente para abastecer até a próxima safra.

Em Santa Catarina, o mercado permanece estável, com operações pontuais. O frete continua sendo o principal fator que influencia os preços finais, com o trigo catarinense sendo negociado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB.

Mercado internacional: Chicago em queda

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros de trigo abriram em queda, refletindo a cautela dos investidores em relação às condições climáticas nas principais regiões produtoras. Os principais vencimentos registraram recuos significativos, com o contrato de julho a 584,50 cents/bushel, uma queda de 2,50 cents.

Os dados de mercado indicam os seguintes preços:

  • Julho/26: 584,50 cents/bushel (-2,50)
  • Setembro/26: 595,50 cents/bushel (-2,75)
  • Dezembro/26: 612,00 cents/bushel (-2,75)

Clima global e suas implicações

O fenômeno climático El Niño está no radar do mercado, com possíveis impactos variados entre as regiões produtoras. Enquanto algumas áreas da Ásia e Austrália podem enfrentar perdas, a Argentina pode se beneficiar com condições climáticas favoráveis, com projeções de colheita próximas de 20 milhões de toneladas na safra 2026/27.

No Brasil, a atenção se volta para a semeadura das lavouras de inverno, especialmente no Sul. As condições climáticas nas próximas semanas serão cruciais para o desenvolvimento das lavouras e para as expectativas da safra nacional.

Em resumo, o cenário atual do trigo combina baixa liquidez no mercado interno com pressão externa em Chicago, enquanto as incertezas climáticas e o fenômeno El Niño adicionam volatilidade às projeções de oferta para os próximos ciclos. A situação exige cautela e planejamento por parte dos agentes do setor.

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