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Tribunais eleitorais definem 78 urnas para auditoria no 2º turno das eleições

Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de todo o Brasil definiram, neste sábado (24), as urnas eletrônicas que passarão por auditorias no segundo turno das eleições gerais.

Tribunais eleitorais definem 78 urnas para auditoria no 2º turno das eleições

Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de todo o Brasil definiram, neste sábado (24), as urnas eletrônicas que passarão por auditorias no segundo turno das eleições gerais. O processo de seleção envolveu sorteio e escolha por representantes de partidos políticos e entidades fiscalizadoras, garantindo a transparência e a integridade do pleito.

Nos quatro maiores colégios eleitorais do país, que incluem São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, serão auditadas 43 urnas, sendo 33 destinadas ao teste de integridade e 10 ao teste de autenticidade. Outros estados com grande número de eleitores, como Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará, também participarão do processo, totalizando 35 urnas auditadas, com 27 passando pelo teste de integridade e 8 pelo de autenticidade. Em Roraima, que possui o menor colégio eleitoral do país, a auditoria incluirá 20 urnas no teste de integridade e 3 no de autenticidade.

As urnas selecionadas para o teste de integridade terão seus equipamentos originais substituídos por reservas, que serão guardadas em local seguro até o dia da eleição. Durante o processo, partidos políticos e entidades fiscalizadoras poderão preencher cédulas de papel com os candidatos do pleito, que serão depositadas em urnas de lona, também lacradas, para garantir a segurança dos votos.

No domingo (25), servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público apresentarão as cédulas depositadas na urna de lona e registrarão os votos na urna eletrônica. Ao final da votação, prevista para às 17h, os dados do voto em papel serão comparados com os registrados nas urnas eletrônicas, assegurando a precisão do resultado.

Entre as entidades fiscalizadoras que participarão do processo estão a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público, a Defensoria Pública, representantes do Congresso Nacional, da Controladoria-Geral da União (CGU), Polícia Federal, Sociedade Brasileira de Computação, Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Tribunal de Contas da União (TCU) e Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Testes de Integridade e Autenticidade

Parte das urnas selecionadas para a auditoria passará pelo teste de integridade utilizando biometria. Nesse caso, os votos serão depositados por eleitores voluntários, que usarão sua biometria para validar o processo. O teste de autenticidade, por sua vez, será realizado nas seções eleitorais sorteadas antes do início da votação, com o objetivo de verificar se as urnas eletrônicas possuem os mesmos sistemas que foram abertos, compilados, assinados e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Durante o teste de autenticidade, será feito o rompimento do lacre do compartimento da mídia de resultado, seguido da retirada dessa mídia e da verificação das assinaturas e resumos digitais, garantindo que não houve qualquer alteração nos sistemas utilizados.

Cerimônia de Verificação

No mesmo dia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou uma cerimônia de verificação dos sistemas eleitorais, com o intuito de assegurar que os sistemas que processam os resultados das eleições estão funcionando corretamente. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, destacou a importância da legitimidade do poder político, que deve repousar na vontade soberana do povo, e reafirmou o compromisso da Corte em garantir que cada voto seja registrado e apurado com exatidão.

“As cidadãs e cidadãos do nosso país podem ter a mais absoluta certeza de que, ao comparecer às seções eleitorais e pressionar a tecla ‘confirma’, seu voto será registrado, preservado e totalizado com absoluta integridade e transparência”, afirmou Nunes Marques.

Antes do início da votação, cada seção eleitoral realizará sua própria zerésima, imprimindo um relatório que comprova que ainda não há votos registrados no equipamento, assegurando que as urnas estão aptas a receber os votos dos eleitores.

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