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Soja brasileira pode atingir 183 milhões de toneladas na safra 2026/27, aponta StoneX

A produção de soja no Brasil pode atingir 183,1 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo a StoneX. Este aumento, embora modesto, destaca o crescimento contínuo da oleaginosa no país...

Soja brasileira pode atingir 183 milhões de toneladas na safra 2026/27, aponta StoneX

Previa: A produção de soja no Brasil pode atingir 183,1 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo a StoneX. Este aumento, embora modesto, destaca o crescimento contínuo da oleaginosa no país, mesmo diante de desafios climáticos e econômicos.

A primeira estimativa da consultoria StoneX aponta que a safra de soja 2026/27 no Brasil poderá estabelecer um novo recorde histórico. Com uma previsão de colheita de 183,1 milhões de toneladas, o volume supera levemente o registrado na temporada anterior, que foi de 182,6 milhões de toneladas.

Esse cenário sugere um crescimento contínuo na produção de soja, embora em um ritmo mais cauteloso. Os altos custos de produção, o equilíbrio da oferta global e as incertezas climáticas são fatores que influenciam essa moderação.

Área plantada e produtividade

A área cultivada com soja deve alcançar 49,5 milhões de hectares, um aumento de apenas 0,76% em relação ao ciclo anterior. Esse crescimento limitado reflete a cautela dos produtores, que enfrentam custos operacionais elevados e um mercado internacional com estoques confortáveis.

A produtividade média nacional está projetada em 3,7 toneladas por hectare, ligeiramente abaixo das 3,72 toneladas por hectare da safra anterior. A StoneX destaca que o resultado final da safra dependerá das condições climáticas durante o ciclo agrícola.

“A produção de soja 2026/27 pode alcançar um novo recorde no Brasil, em 183,1 milhões de toneladas, se não houver maiores problemas com o clima”, afirmam os especialistas Ana Luiza Lodi e Raphael Bulascoschi.

Impactos do fenômeno El Niño

Um dos principais pontos de atenção para a safra será o fenômeno El Niño e seus possíveis impactos nas regiões produtoras. A consultoria prevê que o fenômeno pode trazer maior umidade para o Sul do Brasil, enquanto áreas do Norte, Nordeste e algumas partes do Mato Grosso podem enfrentar períodos mais secos.

“A possibilidade de maior umidade no Sul e clima mais seco no Nordeste e Norte pode alterar significativamente as condições de cultivo ao longo da temporada”, avalia a StoneX.

Apesar dos desafios climáticos e econômicos, a expectativa de uma nova safra recorde reafirma o Brasil como um dos principais fornecedores globais de soja. O mercado internacional continuará a monitorar de perto a produção brasileira, especialmente em relação à oferta, demanda e preços da commodity.

Com o início do plantio previsto para meados de setembro, produtores e agentes do mercado devem ficar atentos às condições de solo, clima e custos de produção para definir suas estratégias comerciais e operacionais para a safra 2026/27.

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