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Sesi Lab inaugura sistemas agroecológicos com 340 mudas em Brasília

Brasília ganha novos sistemas agroecológicos que promovem a interação entre natureza, ciência e arte. O projeto, que envolve quatro biomas brasileiros, visa a educação ambiental e a produção de alimentos...

Sesi Lab inaugura sistemas agroecológicos com 340 mudas em Brasília

Previa: Brasília ganha novos sistemas agroecológicos que promovem a interação entre natureza, ciência e arte. O projeto, que envolve quatro biomas brasileiros, visa a educação ambiental e a produção de alimentos para instituições sociais.

Na manhã desta segunda-feira (29), Brasília recebe a inauguração de sistemas agroecológicos educativos na área externa do Sesi Lab, um espaço que une arte, ciência e tecnologia. O projeto, denominado Cultiva Lab, foi desenvolvido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) e promete ser um importante ponto de referência para a educação ambiental na capital federal.

A iniciativa envolve o plantio de 340 mudas de 90 espécies nativas, organizadas de forma a replicar a disposição natural dos biomas brasileiros. Cândida Oliveira, gerente executiva de desenvolvimento institucional do Sesi Lab, destaca a importância da biodiversidade e como a tecnologia pode auxiliar na regeneração de áreas degradadas.

Espaço e Produção

Entre as espécies plantadas, destacam-se a sumaúma, o açaí e o guaraná da Amazônia, além do ipê e do pequizeiro do Cerrado, e o pau-brasil da Mata Atlântica. O projeto também integra culturas agrícolas de ciclo curto, como milho, abóbora e hortaliças, que contribuirão para a produção de alimentos.

Nos primeiros dois anos, a expectativa é que sejam produzidas entre 3 a 5 toneladas de alimentos, que serão doados a dez instituições sociais anualmente. Essa ação não apenas promove a solidariedade, mas também reforça a importância da agroecologia na segurança alimentar.

Cláudio Jacintho, engenheiro florestal responsável pela estruturação dos sistemas, explica que o modelo agroecológico utiliza princípios ecológicos para melhorar as condições do solo e do microclima, criando um ambiente propício para o crescimento das plantas. O solo será enriquecido com material orgânico, promovendo a biodiversidade do subsolo.

Atividades Educativas

Os sistemas agroecológicos serão monitorados e integrarão atividades de visitação, pesquisa científica e oficinas artísticas. Estudantes poderão participar de colheitas e aprender mais sobre as espécies cultivadas, promovendo uma experiência prática e educativa.

Luciana Conrado Martins, coordenadora de Ações Educativas e Pesquisa, ressalta que as atividades serão adaptadas conforme o crescimento do sistema, proporcionando uma abordagem dinâmica e envolvente para os visitantes. O espaço tem o potencial de transformar a consciência ambiental dos participantes.

Residência e Sustentabilidade

A cada cinco anos, o projeto selecionará 50 artistas e 50 pesquisadores para programas de residência, focando em exposições que interajam com o espaço e estudos sobre regeneração e captura de carbono. Essa iniciativa busca integrar arte e ciência em prol da sustentabilidade.

Embora o sistema agroflorestal capture anualmente cerca de 10 toneladas de CO2e, esse número ainda está longe do necessário para compensar as 700 toneladas geradas pelas atividades do Sesi. No entanto, as medições realizadas contribuirão para futuras pesquisas e aprimoramento das práticas sustentáveis.

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