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FAEP cobra agilidade do governo para evitar embargo da UE à carne brasileira

O Sistema FAEP está pressionando o governo federal para que informações técnicas sejam enviadas à União Europeia, a fim de evitar a suspensão das importações de produtos de origem animal...

FAEP cobra agilidade do governo para evitar embargo da UE à carne brasileira

Previa: O Sistema FAEP está pressionando o governo federal para que informações técnicas sejam enviadas à União Europeia, a fim de evitar a suspensão das importações de produtos de origem animal brasileiros. O alerta surge após o bloco europeu anunciar restrições devido à falta de documentação sanitária.

O Sistema FAEP manifestou preocupação com a possibilidade de embargo às importações de produtos de origem animal do Brasil, após a União Europeia anunciar restrições. A entidade solicitou ao governo federal a urgência no envio de informações técnicas que comprovem o cumprimento das exigências sanitárias, especialmente no que se refere ao uso de antimicrobianos na produção pecuária.

Em um ofício enviado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no dia 9 de junho, a FAEP pediu providências imediatas para evitar que a medida entre em vigor a partir de 3 de setembro. A suspensão pode afetar uma variedade de produtos, incluindo carnes bovina e de aves, mel, equinos, tripas e produtos da aquicultura.

Impactos nas exportações e na economia rural

De acordo com a FAEP, a questão não diz respeito à qualidade sanitária da produção nacional, mas sim à lentidão no envio das informações exigidas pelas autoridades europeias. O presidente da entidade, Ágide Eduardo Meneguette, enfatizou a necessidade de uma resposta rápida do governo para proteger mercados estratégicos do agronegócio brasileiro.

“É inadmissível que nossos mercados sejam ameaçados por falta de agilidade e articulação diplomática. O agro brasileiro precisa de uma ação imediata do governo federal para evitar a suspensão dos negócios e, consequentemente, prejuízos aos pecuaristas”, destacou.

A FAEP também ressaltou que a possível restrição da União Europeia não reflete a realidade sanitária da pecuária brasileira, que tem recebido reconhecimentos internacionais significativos. O Paraná, por exemplo, é reconhecido desde 2021 como área livre de febre aftosa sem vacinação, e o Brasil obteve o mesmo status em 2025 pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Além disso, a China reconheceu recentemente todo o território nacional como livre da doença sem necessidade de vacinação, o que abre novas oportunidades comerciais para a carne brasileira. Contudo, a FAEP alerta que a suspensão das compras pela União Europeia poderá impactar diretamente os produtores rurais, que têm investido em tecnologia e melhorias sanitárias.

“Se esse embargo não for revertido, os prejuízos vão além dos números da balança comercial. Quem será diretamente afetado é o pecuarista, que investiu para garantir padrões de qualidade e sustentabilidade reconhecidos internacionalmente”, afirmou Meneguette.

A União Europeia é um dos principais mercados para produtos agropecuários brasileiros de maior valor agregado. Por isso, representantes do setor pedem que o governo federal acelere o envio das informações solicitadas e intensifique as negociações diplomáticas para evitar interrupções no fluxo comercial.

A expectativa é que a situação seja resolvida antes do prazo estabelecido pela UE, garantindo a competitividade da pecuária brasileira e a segurança dos exportadores e produtores rurais. A agilidade nas ações governamentais é crucial para a manutenção do acesso a mercados internacionais e para a proteção da economia do campo.

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