A Semana Internacional do Café (SIC 2026) está prestes a iniciar um ciclo de celebrações que marcará os 300 anos da introdução do café no Brasil, um marco que será completado em 2027. O evento, programado para ocorrer de 11 a 13 de novembro no Expominas, em Belo Horizonte, reunirá uma ampla gama de participantes, incluindo produtores, empresas, pesquisadores e compradores, com o objetivo de discutir os desafios e as oportunidades que a cafeicultura brasileira enfrenta no cenário global.
Com o tema “Às vésperas dos 300 anos do café no Brasil: construindo a próxima agenda global”, a SIC 2026 abordará questões cruciais como mudanças climáticas, competitividade, genética, biotecnologia, inteligência artificial, novas regulações e alternativas de renda para os produtores. O evento visa conectar a rica trajetória histórica do café no Brasil com as decisões que moldarão o futuro da cafeicultura nos próximos anos, encerrando este ciclo comemorativo na SIC 2027.
Transformações no Mercado Global
A palestra magna será conduzida por Vanusia Nogueira, diretora-executiva da Organização Internacional do Café (OIC), que discutirá as transformações que a cafeicultura mundial está enfrentando, destacando a participação do Brasil e a importância da cooperação entre países produtores, a indústria e organismos internacionais. Caio Alonso Fontes, sócio da Espresso&CO, enfatiza que a SIC busca reunir os diversos segmentos da cadeia produtiva para transformar as discussões atuais em uma agenda voltada para o futuro.
“Olhar para a nossa história, entender os desafios do presente e discutir qual será a próxima agenda global do café”, afirma.
Inovações e Sustentabilidade
A adaptação às mudanças climáticas e o aumento da competitividade serão temas centrais na programação da SIC 2026. O evento também abordará como a ciência, o melhoramento genético, a biotecnologia e as ferramentas digitais podem apoiar a produção e a gestão das propriedades cafeeiras. Além disso, a diversificação da receita no campo será discutida, com foco em bioeconomia, energia, aproveitamento de resíduos, carbono, biodiversidade, turismo e processamento, ampliando assim as possibilidades de geração de valor na cafeicultura.
Minas Gerais, maior produtor de café do Brasil, chega à SIC 2026 com expectativas otimistas, prevendo uma safra recorde de 33,4 milhões de sacas de café arábica, conforme estudo do Sistema Faemg Senar. Antônio de Salvo, presidente do Sistema Faemg Senar, destaca a resiliência dos produtores e a importância da tecnificação para alcançar esse resultado. O evento também é visto como uma oportunidade para os cafeicultores acessarem conhecimento e oportunidades comerciais que podem melhorar o desempenho de suas propriedades.
Conexões Comerciais e Iniciativas Femininas
A programação comercial da SIC 2026 incluirá Rodadas de Negócios, que visam aproximar produtores, cooperativas, exportadores, indústria e compradores, tanto nacionais quanto internacionais. Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, ressalta que pequenos negócios precisam avançar em gestão e sustentabilidade para acessar mercados que valorizam rastreabilidade e qualidade.
Uma das novidades desta edição será o Summit Mulheres, que integrará discussões sobre liderança feminina, sucessão e empreendedorismo, em celebração ao Ano Internacional da Mulher Agricultora. A agenda da SIC também contará com o DNA Café, o Fórum da Cafeicultura Sustentável e o Campeonato Brasileiro de Barista, além de premiações que reconhecerão a qualidade e a diversidade dos cafés brasileiros.
O credenciamento para a Semana Internacional do Café já está aberto, com acesso gratuito para produtores com CNPJ ou código rural e cooperados Sicoob. O evento ocorrerá das 10h às 19h, com acesso restrito a profissionais do setor nos dias 11 e 12, e abertura ao público geral no dia 13 de novembro.











