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Sexo na agenda: marcar para transar é a saída para relações longas?

Falas recentes de atrizes sobre estabelecer uma “hora marcada para fazer sexo“ reacenderam uma discussão sobre desejo, rotina e o desgaste nos relacionamentos de longo prazo.

Falas recentes de atrizes sobre estabelecer uma “hora marcada para fazer sexo“ reacenderam uma discussão sobre desejo, rotina e o desgaste nos relacionamentos de longo prazo. O debate ganhou força após comentários da atriz Marianna Armellini, que revelou que ela e o marido passaram a estipular horários para a intimidade, e da atriz Mônica Martelli, que defendeu a reserva de espaço na rotina para a vida íntima.

Para a terapeuta familiar Aline Cantarelli, especialista em relacionamentos conjugais e reconstrução de vínculos familiares, colocar a intimidade na agenda não é o problema. “As pessoas ainda carregam uma fantasia de que o desejo em relações longas vai continuar funcionando sozinho, espontaneamente, como no início. Só que a vida adulta real não funciona assim”, afirma a especialista.

Entenda

  • Desgaste silencioso: trabalho, filhos, cansaço, excesso de telas e sobrecarga mental afastam os casais modernos de forma gradual, transformando parceiros em quase amigos que apenas dividem boletos e responsabilidades.

  • Mito da espontaneidade: existe uma visão romantizada de que a intimidade deve surgir naturalmente sem esforço, fazendo com que muitos casais passem meses, ou até anos, esperando pela “semana ideal” para ter relações sexuais.

  • Sexo como hábito: assim como a atividade física, a intimidade sexual funciona como um hábito que desaparece se não for alimentado e cultivado com constância na vida diária.

  • Barreira na comunicação: a maior parte dos casais percebe os problemas na vida íntima, mas evita conversar abertamente sobre sexo, agindo como se houvesse “um elefante na sala” que ninguém tem coragem de tocar.

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O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar

Yana Iskayeva/Getty Images

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O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono

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É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade

filadendron/Getty Images

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No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança

South_agency/Getty Images

De acordo com Aline Cantarelli, o distanciamento raramente acontece de forma abrupta, e muitos casais só procuram ajuda profissional quando o afastamento já está muito avançado.

“As pessoas não sabem falar sobre sexo dentro do próprio relacionamento. Não sabem dizer o que sentem, o que está faltando, o que precisam. E quanto mais tempo passa, mais difícil fica reconstruir”, explica a terapeuta.

Para exemplificar que a organização não é sinônimo de frieza, a atriz Heloísa Périssé revelou ter feito um acordo com o marido para transar por 100 dias seguidos. Segundo a atriz, com o passar do tempo a criatividade fluiu e não houve dificuldade para entrar no clima. A terapeuta familiar reforça que essa prática não significa transformar a relação em uma obrigação mecânica.

“Minha relação precisa caber na agenda. Precisa ocupar espaço dentro da rotina. Porque, se eu não protejo isso, a vida engole”, pondera.

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O orgasmo feminino é caracterizado por sensações intensas de prazer e contrações musculares rítmicas na região pélvica

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Além de gostoso, traz benefícios para a saúde

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É o ápice da sensação de prazer, enquanto a ejaculação é a saída de fluidos corporais

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A discussão sobre o agendamento do compromisso íntimo também esbarra no “mito da paixão eterna”, baseado na intensidade permanente do começo da relação.

“A gente romantizou a ideia da paixão constante, daquela montanha-russa emocional o tempo inteiro. Só que ninguém consegue viver assim para sempre. Relações duradouras dependem muito mais de constância do que de intensidade”, pontua Aline. Para ela, o “romance maduro tem mais a ver com escolha consciente, parceria, presença e construção diária”.

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Estar em um relacionamento saudável envolve uma troca de confiança

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Atualmente, existem diversos tipos de relações, monogâmicas ou não

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Cada vez mais pessoas se sentem confortáveis para explorar novos tipos de relacionamento

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Entretanto, a geração Z parece ainda ser majoritariamente monogâmica

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Pesquisas mostram que dormir com a parceria pode melhorar o sono e o bom-humor

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Boletos e trabalho acabam com o tesão do brasileiro, segundo pesquisa

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Aline Cantarelli conclui que pequenas ações intencionais e contínuas são fundamentais para a saúde conjugal, sendo mais eficazes do que esperar por grandes rupturas.

Reconectar um casal é muito mais difícil do que manter a conexão viva ao longo do tempo”, afirma. Para a especialista, o debate provocado pelas atrizes deixa claro que a intimidade não sobrevive sozinha no cotidiano: “Relacionamentos precisam ser alimentados continuamente. Faça chuva ou faça sol.”

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