Depois de interpretar uma condessa em “Noite de Reis”, no Shakespeare in the Park, no ano passado, e uma duquesa em “La Fille du Régiment”, na Metropolitan Opera, em outubro, a atriz agora assume o papel principal em “O Misantropo”, em cartaz entre junho e agosto. Apesar do nome da peça, ela destaca que seu trabalho no teatro está muito mais ligado à conexão do que ao isolamento.
“Participar de uma troca profundamente humana é algo realmente importante”, disse Oh, de 54 anos, à revista PEOPLE nesta semana, sobre a peça, uma adaptação moderna da comédia de Molière do século XVII. “Eu tento me conectar com a humanidade o máximo possível, e sinto isso profundamente através do teatro. O teatro é uma comunhão. Sinto que precisamos desesperadamente, muito profundamente, de comunhão. Quando você tem uma noite mágica no teatro, não há nada igual.”
Mesmo com uma carreira consolidada nas telas, a atriz conta que ter total domínio sobre suas escolhas profissionais é algo relativamente recente. Vencedora do Emmy e do Globo de Ouro, Sandra Oh ganhou destaque como a Dra. Cristina Yang em “Grey’s Anatomy” (2005–2014), além de papéis marcantes em filmes como “O Diário da Princesa” (2001) e “Sideways” (2004). Ainda assim, foi apenas durante sua participação em “Killing Eve” (2018–2022), quando interpretou Eve Polastri, que começou a sentir maior autonomia em Hollywood.
Hoje, com escolhas guiadas por valores pessoais e não por pressões externas, a atriz busca explorar diferentes formatos e linguagens. Ela também comenta o trabalho de dublagem na série animada “Invincible”, do Prime Video, destacando o quanto o processo é intuitivo e pessoal. “Consigo me desafiar como atriz. É um trabalho que depende muito do instinto”, diz ela.
Sandra Oh também participa do documentário “The A List: 15 Stories from Asian and Pacific Diasporas”, da HBO Max, que estreia em 13 de maio, no qual reflete sobre sua trajetória como mulher asiática na indústria do entretenimento. Sobre o teatro, ela reconhece a dedicação exigida: “As três peças que escolhi nos últimos anos tinham textos muito desafiadores. Então, é um processo que leva bastante tempo – decorar minhas falas. Sou como uma pessoa que se inflama lentamente.”




