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Sam Smith fala sobre disforia vocal e sua exigência como cantor em entrevista

Sam Smith, cantor premiado, compartilha sua luta interna com a própria voz e como isso impacta sua carreira. Em entrevista, ele revela a disforia vocal que o acompanha desde...

Sam Smith fala sobre disforia vocal e sua exigência como cantor em entrevista

Previa: Sam Smith, cantor premiado, compartilha sua luta interna com a própria voz e como isso impacta sua carreira. Em entrevista, ele revela a disforia vocal que o acompanha desde a adolescência e as mudanças em seu timbre ao longo dos anos.

Sam Smith, aos 34 anos, é um dos artistas mais reconhecidos da atualidade, com cinco prêmios Grammy em seu currículo. No entanto, mesmo com tanto sucesso, ele enfrenta desafios pessoais relacionados à sua voz. Em uma entrevista ao The New Yorker Radio Hour, o cantor falou abertamente sobre a disforia vocal que o acompanha desde a adolescência.

O artista explicou que sua percepção de suas apresentações muitas vezes não se alinha com a reação do público. “Eu não sinto o mesmo que as pessoas sentem quando ouvem a minha própria gravação. Sou muito crítica e exigente comigo mesma como cantora”, revelou Smith. Essa autocobrança o leva a momentos de confusão, especialmente quando recebe elogios por performances que ele considera insatisfatórias.

Desafios e Evolução Vocal

A relação difícil com sua voz começou cedo. Smith recorda que sua primeira gravação, aos 13 anos, foi uma versão de “When You Believe”, que o deixou em lágrimas. “Na minha cabeça, minha voz soa muito melhor do que isso”, desabafou. Essa experiência gerou anos de luta para aceitar sua própria sonoridade.

Com o lançamento do novo álbum, Hazel Eyes, previsto para 21 de agosto, Smith reflete sobre as mudanças em seu timbre. Ele afirma que, ao longo dos anos, conseguiu alcançar registros mais graves, resultado de sua intensa carga de trabalho vocal. “Já fiz perto de mil shows e canto com toda a minha força”, explicou, enfatizando o desgaste que a rotina de turnês pode causar na voz.

Apesar das dificuldades, o cantor aprendeu a valorizar as diferentes possibilidades de sua voz. Ele espera que o público esteja aberto a essa nova fase e à exploração de novos sons que o álbum trará. Hazel Eyes é descrito como um projeto muito pessoal e romântico, que reflete suas experiências e emoções.

Além da música, Smith também compartilhou detalhes sobre seu relacionamento com o estilista Christian Cowan, com quem está noivo. O apoio de Cowan tem sido fundamental durante o processo de gravação do novo álbum, e a canção “My Guy” foi inspirada nesse amor.

Com uma carreira marcada por sucessos e desafios, Sam Smith continua a evoluir como artista, mostrando que a busca pela aceitação e a exploração de novas sonoridades são partes essenciais de sua jornada musical.

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