Previa: No último episódio do podcast “Zen Vergonha”, Rodrigo Hilbert compartilhou memórias de sua infância e como a culinária moldou sua trajetória profissional. A conversa, repleta de emoção, destaca a importância da comida como um elo afetivo entre gerações.
O sexto episódio da temporada “O que te alimenta?” trouxe um diálogo íntimo entre Rodrigo Hilbert e Fernanda Lima, onde ambos revisitaram momentos marcantes de suas vidas. A conversa não apenas emocionou os participantes, mas também ressaltou como a culinária vai além da simples alimentação, sendo um verdadeiro símbolo de amor e tradição familiar.
Rodrigo, que cresceu em Orleans, Santa Catarina, relembrou as memórias afetivas que a cozinha de sua avó lhe proporcionou. O aroma do fogão a lenha e os cafés da tarde recheados de cucas e pães de milho foram alguns dos detalhes que marcaram sua infância. Para ele, esses momentos são mais do que lembranças; são a essência de sua formação pessoal e profissional.
A cozinha como ponto de encontro
Na família de Hilbert, a cozinha sempre foi um espaço de união. Ele recordou com carinho as conversas entre sua mãe, tias e avó, onde receitas eram trocadas e histórias compartilhadas. Esses encontros não apenas alimentavam o corpo, mas também fortaleciam os laços familiares.
Entretanto, a infância de Rodrigo também foi marcada por dificuldades financeiras. Ele compartilhou que, em certos momentos, a família precisava dividir um único bife entre cinco pessoas. Essas experiências moldaram sua visão sobre a comida e a importância de cada refeição.
Após uma fase desafiadora em sua carreira, marcada por crises de pânico e depressão, Rodrigo encontrou na culinária um novo propósito. Fernanda o incentivou a seguir sua paixão, levando-o a gravar uma receita em casa, o que resultou na criação do programa “Tempero de Família”. Essa mudança não apenas revitalizou sua carreira, mas também o conectou de forma mais profunda com suas raízes.
Transmitindo tradições culinárias
Atualmente, Rodrigo busca passar adiante o amor pela cozinha para seus filhos, João, Chico e Maria. Ele acredita que a participação deles nas atividades culinárias é uma forma de ensinar sobre a importância da colaboração e do cuidado em família. “Eles me veem na cozinha desde que nasceram”, afirmou, destacando a relevância desse aprendizado.
Fernanda também enfatizou a importância das receitas como uma herança afetiva. Para ela, pratos e técnicas culinárias são formas de manter viva a memória de entes queridos que já partiram. Essa conexão emocional com a comida é uma maneira de preservar histórias e tradições familiares.
O episódio encerra com uma reflexão sobre a relação entre comida, identidade e memória, destacando que a culinária é uma extensão da história pessoal de cada um. A conversa entre Rodrigo e Fernanda não apenas trouxe à tona suas experiências, mas também reforçou a ideia de que a comida é um elo que une gerações e preserva memórias afetivas.











