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Desmatamento na Amazônia cai 10% em 2026, mas EUA criticam Brasil por tarifas

Um novo levantamento revela que mais de 80% das áreas protegidas na Amazônia não sofreram desmatamento no primeiro semestre de 2026, mesmo com as recentes críticas dos Estados Unidos...

Desmatamento na Amazônia cai 10% em 2026, mas EUA criticam Brasil por tarifas

Prévia: Um novo levantamento revela que mais de 80% das áreas protegidas na Amazônia não sofreram desmatamento no primeiro semestre de 2026, mesmo com as recentes críticas dos Estados Unidos sobre a questão. O governo brasileiro defende que os índices de desmatamento estão em queda.

Um estudo recente do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) revelou que 588 áreas protegidas na Amazônia não registraram desmatamento entre janeiro e junho de 2026. Este número representa mais de 80% dos territórios analisados, incluindo 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação. Os dados surgem em um momento crítico, após os Estados Unidos citarem o desmatamento ilegal como justificativa para a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.

Menor desmatamento em 8 anos

O Imazon também informou que a Amazônia teve 1.145 quilômetros quadrados de floresta desmatada no primeiro semestre de 2026. Esse total é 10% menor em comparação ao mesmo período do ano anterior e representa a menor área desmatada nos últimos oito anos. Em relação a 2022, quando houve um pico histórico, a redução foi de 76%.

Das áreas protegidas, apenas 97,37 quilômetros quadrados foram desmatados, o que corresponde a 8% do total. Dentre esses, 9,38 quilômetros quadrados foram em terras indígenas e 87,99 quilômetros quadrados em unidades de conservação, evidenciando a importância dessas áreas na preservação da floresta.

Destaques negativos

Embora os dados sejam positivos em geral, o estudo também identificou áreas de preocupação. A Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, foi responsável por metade do desmatamento nas áreas protegidas, com 47,85 km² desmatados entre janeiro e junho. Além disso, a Floresta Nacional do Jamanxim, também no Pará, foi destacada devido à recente aprovação de um projeto de lei que reduz sua área, resultando na perda de 3,45 km² de floresta.

“A aprovação desse projeto mostra que o Congresso Nacional está legislando para favorecer um pequeno grupo de pessoas que invadiu ilegalmente essa unidade de conservação após sua criação, em 2006”, afirma a coordenadora do Programa de Direito e Sustentabilidade do Imazon, Brenda Brito.

Brito ressalta a importância das unidades de conservação no combate ao desmatamento e à crise climática, pedindo que o projeto seja vetado pela Presidência da República.

Estados

O levantamento do Imazon também revelou que, entre agosto de 2025 e junho de 2026, apenas dois dos nove estados da Amazônia Legal apresentaram aumento no desmatamento: Roraima (25%) e Maranhão (20%). Os outros sete estados mostraram quedas significativas, variando de 67% em Tocantins a 27% em Mato Grosso.

Em termos de área desmatada, o Pará liderou o ranking com 684 km², seguido pelo Mato Grosso com 509 km² e o Amazonas com 378 km². Esses dados ressaltam a necessidade de políticas eficazes para a proteção da Amazônia e a preservação de seus recursos naturais.

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