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Raízen reduz moagem de cana em 10% na safra 2025/26, mas aumenta produção de açúcar e etanol

A Raízen encerrou a safra 2025/26 com uma moagem de cana-de-açúcar 9,8% menor que no ciclo anterior, mas conseguiu aumentar a produção de açúcar e etanol de segunda geração.

Raízen reduz moagem de cana em 10% na safra 2025/26, mas aumenta produção de açúcar e etanol

Prévia: A Raízen encerrou a safra 2025/26 com uma moagem de cana-de-açúcar 9,8% menor que no ciclo anterior, mas conseguiu aumentar a produção de açúcar e etanol de segunda geração. O desempenho foi afetado por condições climáticas adversas e decisões estratégicas da empresa.

A Raízen, uma das líderes globais na produção de açúcar, etanol e bioenergia, registrou uma moagem de 70,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2025/26, uma queda significativa de 9,8% em relação ao ciclo anterior, que teve 78,2 milhões de toneladas. Essa redução é atribuída principalmente a condições climáticas desfavoráveis que impactaram a disponibilidade de matéria-prima e a produtividade dos canaviais.

As adversidades climáticas enfrentadas ao longo da safra resultaram em uma estimativa de perda de cerca de 900 mil toneladas de cana disponíveis para processamento. Esse cenário reflete os desafios que o setor sucroenergético brasileiro tem enfrentado, afetando não apenas a Raízen, mas também outros produtores do país.

Decisões estratégicas e otimização de ativos

Além das condições climáticas, a Raízen também atribuiu a queda na moagem a decisões estratégicas voltadas para a otimização de seu portfólio de ativos. A empresa adotou medidas como a venda de aproximadamente 2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e a hibernação de usinas, como a MB e a Santa Elisa, que não operaram durante a safra 2025/26.

Se desconsiderados esses fatores extraordinários, a moagem teria alcançado 69,2 milhões de toneladas, representando uma retração mais moderada de 3,9% em relação à safra anterior. Essa estratégia visa melhorar a eficiência operacional e a rentabilidade da empresa.

Foco na produção de açúcar e etanol de segunda geração

Apesar da redução na moagem, a Raízen manteve sua estratégia de direcionar uma maior parte da cana para a produção de açúcar, aproveitando as condições favoráveis do mercado internacional. Na safra 2025/26, 53% da produção foi destinada ao açúcar, enquanto 47% foi direcionada ao etanol, em comparação com uma divisão equilibrada de 50% para cada produto no ciclo anterior.

A empresa também destacou o crescimento na produção de etanol de segunda geração (E2G), que teve um aumento significativo em relação ao ano anterior. Essa evolução é impulsionada pela estabilização operacional das unidades que utilizam resíduos da cana-de-açúcar, contribuindo para a oferta de combustíveis renováveis de baixa emissão de carbono.

O resultado da safra 2025/26 evidencia os desafios enfrentados pelo setor sucroenergético, que continua a ser impactado por oscilações climáticas. A decisão da Raízen de aumentar a participação do açúcar em sua produção reflete uma busca por maior rentabilidade em um cenário de preços internacionais mais favoráveis.

Com a redução na moagem, a companhia mantém o foco na eficiência operacional e na expansão de tecnologias voltadas à produção de energia renovável, consolidando sua posição entre as principais empresas do agronegócio brasileiro e do setor sucroenergético.

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