O deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi eleito nesta quinta-feira 26 como presidente da Assembleia Legislativa do Rio, a Alerj. A eleição também torna o parlamentar o novo governador do Rio de Janeiro, de forma interina, já que o governador Claudio Castro (PL) deixou o governo nesta semana e seu vice, Thiago Pampolha (sem partido), renunciou em 2025 para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado.
Até então, quem ocupava o cargo era Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do estado.
A eleição de Ruas se deu em uma sessão extraordinária convocada pelo presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL), que assumiu o cargo após o Tribunal Superior Eleitoral decidir pela perda do mandato do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), que presidia a Casa. Ruas conseguiu um total de 45 votos favoráveis à presidência na Alerj.
Aliados de Bacellar se apressaram para marcar a sessão de modo a confirmar uma maioria consolidada em torno de Ruas, que é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), para a linha sucessória fluminense. A sessão relâmpago durou meia hora e contou apenas com a candidatura de Ruas. Possíveis adversários boicotaram o pleito. Dos 69 deputados que poderiam votar, 24 se ausentaram.
Ruas deve permanecer à frente do governo até a Alerj escolher, de maneira indireta, um governador que ficará à frente do Palácio Guanabara até o fim do ano, num mandato-tampão. A convocação da votação pode recair ao presidente da Alerj, já que Ricardo Couto ainda não convocou a futura votação.
Douglas Ruas ocupou o cargo de secretário das Cidades durante a gestão de Cláudio Castro, e foi exonerado, em uma lista de 11 secretários, antes de o governador renunciar ao cargo. Ele é considerado o nome favorito no PL para concorrer ao governo do Rio neste ano.
Como deputado estadual, Ruas tem uma trajetória marcada por ter atuado na injeção de emendas parlamentares em São Gonçalo, município onde também comandou a Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais – a pasta é responsável por desenhar os convênios que justificavam a alocação de recursos dos governos federal e estadual na cidade.














