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Regina Miranda, aos 78 anos, traz nova montagem de A Divina Comédia ao MAM com artistas de todas as idades.

Regina Miranda, uma renomada bailarina e coreógrafa de 78 anos, se prepara para apresentar uma nova montagem de "A Divina Comédia" no MAM do Rio de Janeiro, celebrando a diversidade...

Regina Miranda, aos 78 anos, traz nova montagem de A Divina Comédia ao MAM com artistas de todas as idades.

Previa: Regina Miranda, uma renomada bailarina e coreógrafa de 78 anos, se prepara para apresentar uma nova montagem de “A Divina Comédia” no MAM do Rio de Janeiro, celebrando a diversidade etária nas artes cênicas.

Regina Miranda, uma figura icônica da dança brasileira, inicia suas manhãs às 5h30, em frente à janela de seu apartamento no Jardim Botânico. Com um ritual que combina prazer e movimento, ela se prepara para mais um grande desafio em sua carreira. No dia 30 de julho, o Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro receberá uma nova montagem de “A Divina Comédia”, que promete ser uma experiência imersiva com mais de 120 intérpretes, abrangendo idades de 18 a 90 anos.

A nova montagem não é apenas uma celebração dos 35 anos da primeira apresentação, mas também uma reflexão sobre a passagem do tempo e a importância da diversidade nas artes. Regina destaca que a presença de artistas mais velhos no palco traz uma nova perspectiva sobre a beleza e a expressão artística. “Quando vejo uma artista de mais de 90 anos em cena, também vejo um futuro para mim”, afirma.

Uma nova abordagem sobre a dança

Formada em balé clássico no Rio de Janeiro e com uma sólida formação internacional, Regina traz uma visão inovadora para suas criações. Sua experiência em instituições renomadas, como a Juilliard School e o Joffrey Ballet School, moldou sua abordagem única, que valoriza a expressão e a narrativa por meio da dança. “Dançar é o que você tem a dizer em movimento”, reflete.

Com o passar dos anos, Regina aprendeu a cuidar não apenas do seu corpo, mas também do corpo das bailarinas que coreografa. Ela enfatiza a importância de preservar o instrumento de trabalho e de adaptar a dança às possibilidades de cada fase da vida. “Quero continuar dançando até morrer”, declara, ressaltando a necessidade de respeitar os limites físicos enquanto se busca a melhor forma de se expressar artisticamente.

A maturidade, segundo Regina, traz uma inteligência corporal que enriquece a dança. “Um corpo mais velho comunica coisas que um corpo jovem ainda não viveu”, explica. Essa sabedoria acumulada ao longo dos anos permite que artistas mais velhos ampliem o conceito de beleza e presença no palco, desafiando os estereótipos associados à idade.

Regina também aborda a questão do envelhecimento na dança, um campo que historicamente tem sido associado ao desempenho físico. “Criar não depende apenas da capacidade atlética, mas de experiência e repertório”, afirma. Sua companhia, a Cia. Regina Miranda & AtoresBailarinos, é um exemplo de como a colaboração entre artistas de diferentes idades pode enriquecer a linguagem da dança.

Com sua nova montagem, Regina busca não apenas revisitar um clássico, mas também trazer à tona questões contemporâneas sobre a vida e as relações humanas. “Hoje, me interessa falar dos infernos que conhecemos em vida”, conclui, reafirmando seu compromisso com a arte como uma forma de expressão que transcende a idade e o tempo.

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