Nesta quinta-feira (23.04), o Príncipe Harry desembarcou em Kiev para uma visita não anunciada, reafirmando seu compromisso com os veteranos e o povo ucraniano. O Duque de Sussex, de 41 anos, chegou à capital por meio de uma viagem de trem e foi visto cumprimentando locais na estação, vestindo uma jaqueta com o logotipo dos Jogos Invictus.
Em conversa com a ITV News, que acompanha a viagem, Harry explicou que seu objetivo é “lembrar às pessoas em casa e em todo o mundo o que a Ucrânia está enfrentando e apoiar as pessoas e os parceiros que realizam um trabalho extraordinário a cada hora de cada dia em condições incrivelmente difíceis”.
Durante a manhã, Harry discursou na Conferência de Segurança de Kiev, onde reforçou o papel estratégico do país para o continente. Segundo o Duque, a mensagem para os ucranianos é que “o mundo os vê e os respeita”. Ele descreveu a nação como “um país que defende com bravura e sucesso o flanco oriental da Europa” e alertou: “é importante que não percamos de vista a importância disso”.
Baseando-se em sua experiência de uma década no exército britânico, o príncipe destacou que as cicatrizes do conflito serão duradouras.
“Estou aqui como um soldado que entende o que é servir, como um humanitário que viu o custo humano do conflito e como um amigo da Ucrânia que acredita que o mundo não deve se acostumar com esta guerra nem se tornar insensível às suas consequências”, declarou Harry.
Foco na recuperação e legado de Diana
Além do apoio moral, a visita focou em ações práticas através da Invictus Games Foundation e do apoio à The HALO Trust, organização de desminagem que também foi uma causa central para sua mãe, a Princesa Diana.
Harry elogiou a resiliência dos militares ucranianos e destacou o impacto invisível do trauma de guerra. Citando o Centro de Super-Humanos em Lviv, ele afirmou: “Vi o trabalho do Centro de Super-Humanos — restaurando não apenas corpos, mas vidas. É a prova de que, mesmo nos momentos mais sombrios, a humanidade tem uma capacidade extraordinária de se reconstruir.”
Sobre a desminagem, o príncipe ressaltou que organizações como a HALO “estão realizando um trabalho extraordinário para remover esses resquícios da guerra, transformando o perigo em possibilidade. Mas a dimensão desse desafio é imensa.”
Esta é a terceira visita de Harry ao país desde o início do conflito, reforçando sua fala anterior ao The Guardian: “Não podemos impedir a guerra, mas o que podemos fazer é tudo o que estiver ao nosso alcance para ajudar no processo de recuperação.” Para o Duque, a prioridade absoluta é evitar a fadiga da compaixão global.
“Podemos continuar a humanizar as pessoas envolvidas nesta guerra e o que elas estão passando. Precisamos manter isso em evidência na mente das pessoas. Espero que esta viagem ajude a conscientizar as pessoas sobre a gravidade da situação, porque é fácil se tornar insensível ao que está acontecendo”, concluiu.
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