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Pressão por resultados em IA cresce entre CFOs, mas governança ainda é negligenciada, aponta Avalara

Uma pesquisa recente da Avalara revela que 92% dos líderes financeiros enfrentam pressão significativa para demonstrar o retorno sobre investimento (ROI) de suas iniciativas em inteligência artificial (IA).

Pressão por resultados em IA cresce entre CFOs, mas governança ainda é negligenciada, aponta Avalara

Uma pesquisa recente da Avalara revela que 92% dos líderes financeiros enfrentam pressão significativa para demonstrar o retorno sobre investimento (ROI) de suas iniciativas em inteligência artificial (IA). No entanto, apenas 7% das empresas priorizam a governança em suas estratégias de implementação, destacando uma preocupação com a velocidade em detrimento de um controle adequado.

O estudo, intitulado Agentes da Mudança: Como a corrida pela implantação de agentes de IA está superando a governança financeira, entrevistou 1.505 CFOs e líderes financeiros que conduziram projetos-piloto ou avaliaram o uso de agentes de IA nos últimos 12 meses. Metade dos participantes relatou que suas iniciativas apresentaram um ROI mensurável limitado até o momento, evidenciando um descompasso entre a pressão para adoção rápida e os resultados efetivos.

Além disso, 71% dos entrevistados afirmaram que a cobrança pela implementação de IA está focada principalmente na velocidade, o que levanta questões sobre a eficácia e a segurança dessas tecnologias. A falta de priorização da governança pode resultar em riscos operacionais, especialmente em setores críticos como tributação e compliance.

“Os líderes financeiros estão certos em agir rapidamente para aproveitar as oportunidades oferecidas pela IA agêntica, mas velocidade sem responsabilidade cria novas formas de risco”, afirma Hugo Sarrazin, CEO da Avalara.

Sarrazin destaca que as organizações que realmente obterão valor da IA não serão aquelas que apenas implantarem mais agentes, mas sim aquelas que utilizarem dados confiáveis e fluxos de trabalho governados. A pesquisa aponta que cerca de 30% das empresas não atualizaram seus controles internos no último ano para incluir situações em que agentes de IA executam ou recomendam ações, o que pode comprometer a transparência e a responsabilidade.

Outro aspecto preocupante identificado no levantamento é a definição de responsabilidades em caso de falhas. Quase 25% dos entrevistados afirmaram que a responsabilidade por erros graves cometidos por agentes de IA seria incerta, enquanto 16% acreditam que o executivo responsável pela aprovação do investimento poderia ser responsabilizado pessoalmente. Essa incerteza pode criar um ambiente de hesitação na adoção de tecnologias emergentes.

A falta de conhecimento especializado também se destaca como um desafio. O estudo revela que 76% das organizações não possuem especialistas internos dedicados a entender o funcionamento de seus agentes de IA, dependendo, portanto, das equipes de TI ou de fornecedores externos. Essa dependência pode limitar a capacidade das empresas de gerenciar e otimizar suas operações com IA de forma eficaz.

Realizada pela Censuswide, a pesquisa incluiu CFOs e líderes seniores de finanças com mais de 30 anos, atuando em empresas com faturamento superior a US$ 10 milhões, distribuídos entre Reino Unido, Estados Unidos, Austrália e Índia. Os resultados refletem uma realidade em que a pressão por resultados imediatos pode comprometer a governança e a segurança das operações financeiras, levantando questões sobre o futuro da adoção de IA nas empresas.

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