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Legumes têm alta de 14,3% no Sudeste e lideram inflação alimentar em maio

A alta nos preços dos legumes no Sudeste, que chegou a 14,3% em maio, reflete os desafios enfrentados pela produção agrícola devido ao clima mais frio.

Legumes têm alta de 14,3% no Sudeste e lideram inflação alimentar em maio

Previa: A alta nos preços dos legumes no Sudeste, que chegou a 14,3% em maio, reflete os desafios enfrentados pela produção agrícola devido ao clima mais frio. Esse aumento impacta diretamente o orçamento das famílias brasileiras.

As temperaturas mais baixas em maio afetaram a produção agrícola em todo o Brasil, resultando em um aumento significativo nos preços das hortaliças. Um levantamento da Neogrid revelou que os legumes lideraram a inflação dos alimentos, com um avanço médio de 15,1% no país e 14,3% na Região Sudeste. Essa situação é um reflexo da sazonalidade e da menor oferta de produtos no mercado.

O estudo intitulado “Variações de Preços: Brasil & Regiões” indicou que o preço médio dos legumes subiu de R$ 6,89 para R$ 7,93 entre abril e maio, tornando-se o principal responsável pela pressão sobre o orçamento das famílias. Essa alta acentuada levanta preocupações sobre a acessibilidade dos alimentos básicos.

Impactos do Clima na Produção Agrícola

Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid, destacou que as condições climáticas têm um papel crucial no comportamento dos preços. O frio reduz a produtividade e desacelera o desenvolvimento de diversas culturas, resultando em uma menor disponibilidade de produtos no mercado e, consequentemente, em preços mais altos para o consumidor.

Além dos desafios climáticos, Alves enfatizou a importância de uma gestão eficiente da cadeia de abastecimento em períodos de volatilidade. Ferramentas que preveem a demanda e oferecem maior visibilidade dos estoques são essenciais para que supermercados e distribuidores possam realizar reposições mais precisas, minimizando perdas e desperdícios.

Outros Produtos Também Sofrem Alta

Além dos legumes, outras categorias de alimentos também apresentaram aumento de preços em maio. O leite em pó teve um aumento de 9%, passando de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão subiu 5%, enquanto o molho de tomate e a água mineral registraram elevações de 3,3% e 3,5%, respectivamente. Esses aumentos reforçam a pressão inflacionária sobre os produtos básicos da cesta de consumo.

Por outro lado, algumas categorias contribuíram para aliviar os gastos das famílias. Os ovos, por exemplo, apresentaram a maior redução do mês, com uma queda de 6,5%, fazendo o preço médio por unidade recuar de R$ 0,97 para R$ 0,90. Outras reduções significativas foram observadas em massas alimentícias secas, café em pó, carne suína e óleo de soja.

Perspectivas Futuras e o Fenômeno El Niño

No acumulado entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os legumes acumulam uma alta de 44,2%, consolidando-se como a categoria com maior valorização no varejo alimentar. A pressão climática sobre os preços dos alimentos frescos continua a ser uma preocupação significativa para o setor.

A Neogrid alerta que o mercado deve ficar atento às projeções climáticas para os próximos meses, especialmente com a possibilidade de consolidação do fenômeno El Niño. Alterações no regime de chuvas e temperaturas podem impactar ainda mais a produção agrícola, especialmente nas cadeias de hortifrútis e lácteos.

Em um cenário de incertezas climáticas, fortalecer a logística, o planejamento de estoques e a gestão da cadeia de abastecimento será fundamental para mitigar os impactos sobre os consumidores e garantir a estabilidade dos preços dos alimentos.

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