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Preço do feijão carioca cai com terceira safra 2025/26; feijão preto se mantém firme

O preço do feijão carioca apresenta queda com a chegada da terceira safra 2025/26, enquanto o feijão preto mantém estabilidade devido à oferta limitada.

Preço do feijão carioca cai com terceira safra 2025/26; feijão preto se mantém firme

Previa: O preço do feijão carioca apresenta queda com a chegada da terceira safra 2025/26, enquanto o feijão preto mantém estabilidade devido à oferta limitada. A dinâmica do mercado reflete as mudanças na oferta e demanda entre os dois tipos de feijão.

O mercado de feijão no Brasil passa por um momento de contrastes. Nesta semana, o feijão carioca viu seus preços recuarem, impulsionados pela entrada da terceira safra 2025/26. Em contrapartida, o feijão preto se mantém firme, beneficiado pela escassez de lotes de qualidade superior.

De acordo com a análise da Safras & Mercado, a movimentação do feijão carioca foi impactada pela retração dos compradores e pela maior oferta proveniente das áreas irrigadas de Goiás e Minas Gerais. Essa mudança levou a um ajuste nos preços, especialmente para os produtos de maior valor agregado.

Feijão carioca sofre pressão com aumento da oferta

A chegada da terceira safra de feijão carioca alterou o equilíbrio entre oferta e demanda. Com mais produto disponível nas principais regiões consumidoras, os compradores estão adotando uma postura cautelosa, focando apenas em aquisições imediatas.

Evandro Oliveira, analista da Safras & Mercado, destaca que os feijões extras foram os mais impactados, com uma desvalorização de mais de 12% na última semana. O preço da saca CIF São Paulo caiu de R$ 445 para R$ 390.

Em algumas regiões produtoras, lotes classificados como extras, que antes eram negociados próximos de R$ 400, agora encontram preços abaixo de R$ 350 por saca. A maior disponibilidade física nos próximos dias tende a pressionar ainda mais os preços.

Mercado FOB registra queda nas referências do feijão carioca

No mercado de origem, os preços do feijão carioca também apresentaram ajustes negativos. Para lotes de notas 9 ou superiores, os preços são:

  • Interior de São Paulo: cerca de R$ 375/saca;
  • Triângulo Mineiro e Noroeste de Minas: entre R$ 350 e R$ 370/saca;
  • Noroeste de Goiás: aproximadamente R$ 340/saca.

Os padrões intermediários, como notas 8 e 8,5, estão sendo negociados entre R$ 270 e R$ 344 por saca, dependendo da região. O mercado se prepara para buscar um novo equilíbrio entre a oferta crescente e a demanda ainda restrita.

Feijão preto mantém preços sustentados com menor disponibilidade de Tipo 1

Em contraste, o mercado do feijão preto apresenta maior sustentação, mesmo com uma comercialização mais lenta. A conclusão da segunda safra 2025/26 resultou em uma redução na entrada de novos volumes, dificultando a aquisição de lotes de qualidade superior.

Oliveira observa que o mercado do feijão preto não é mais afetado pelo excesso de oferta, mas sim pela disponibilidade efetiva de produtos de melhor padrão. Essa escassez ajudou a manter os preços estáveis, com lotes de qualidade superior sendo negociados entre R$ 240 e R$ 270 por saca.

Perspectivas para o mercado de feijão

Nos próximos dias, a movimentação dos preços dependerá da velocidade de entrada da terceira safra de feijão carioca e do ritmo de reposição dos empacotadores. Enquanto o feijão carioca enfrenta pressão baixista, o feijão preto continua sustentado pela dificuldade de acesso a lotes de qualidade.

O mercado deve continuar atento à dinâmica dos estoques disponíveis, à demanda das indústrias empacotadoras e ao ritmo de comercialização nas principais regiões produtoras do país. A interação entre oferta e demanda será crucial para determinar as tendências de preços nos próximos meses.

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