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Preço do arroz cai 5% em junho após dois meses de alta, aponta Itaú BBA

O preço do arroz no Brasil apresentou uma queda de 5% em junho, após dois meses de alta, refletindo um equilíbrio entre oferta e demanda no mercado.

Preço do arroz cai 5% em junho após dois meses de alta, aponta Itaú BBA

Previa: O preço do arroz no Brasil apresentou uma queda de 5% em junho, após dois meses de alta, refletindo um equilíbrio entre oferta e demanda no mercado. O cenário atual traz desafios para produtores e indústrias, que enfrentam comportamentos divergentes na comercialização.

Os preços do arroz no Brasil recuaram após um período de valorização. Segundo o relatório Agro Mensal do Itaú BBA, a saca de 50 kg foi cotada a R$ 59,27 no dia 11 de junho, marcando uma queda de 5% em relação ao início de maio. Este movimento é um reflexo de um mercado que busca se equilibrar, embora ainda enfrente desafios significativos.

Comercialização da safra avança com comportamento divergente

Com a colheita da safra 2025/26 finalizada, o foco do mercado se deslocou para a comercialização. No entanto, o ritmo das vendas varia consideravelmente entre os produtores. Enquanto alguns orizicultores adotam uma postura cautelosa, segurando estoques devido a preços considerados baixos, outros aumentam a oferta no mercado físico, motivados por necessidades financeiras.

Essa disparidade no comportamento dos produtores resulta em um fluxo irregular de oferta, dificultando uma recuperação consistente dos preços no curto prazo. A situação exige atenção dos agentes do setor, que devem se adaptar às condições de mercado em constante mudança.

Indústria adota postura defensiva e reduz formação de estoques

A indústria também tem demonstrado cautela, com compras pontuais e baixo interesse na formação de estoques. Essa postura é influenciada pela desaceleração nas vendas de arroz beneficiado no varejo. Apesar disso, alguns segmentos da cadeia apresentam estoques mais enxutos, o que pode permitir uma retomada gradual das compras nos próximos meses.

Leilões da Conab ajudam no escoamento da produção

A oferta no mercado foi impactada pelas operações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) entre maio e junho, que utilizaram mecanismos como o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (PEPRO). Essas ações contribuíram para o escoamento de parte do excedente, mas ainda não foram suficientes para reverter a pressão causada pela oferta elevada.

Exportações avançam, mas seguem abaixo da média histórica

No cenário internacional, as exportações de arroz mostraram sinais de recuperação após um recuo significativo em abril. Em maio, os embarques totalizaram 141 mil toneladas, superando o volume do mesmo mês em 2025. Apesar dessa melhora, os números ainda estão abaixo da média dos últimos cinco anos, indicando que o comércio internacional não é um suporte robusto para o equilíbrio do mercado interno.

O início de junho manteve um ritmo positivo nas exportações, favorecido pela valorização do dólar, que aumentou a competitividade do arroz brasileiro no exterior. Contudo, a continuidade desse cenário dependerá de fatores como a demanda interna e a evolução dos estoques ao longo da cadeia produtiva.

Atualmente, o mercado de arroz no Brasil enfrenta um período de transição, onde a combinação de produção elevada, demanda interna fraca e exportações irregulares mantém os preços sob pressão. As expectativas para os próximos meses estão ligadas ao comportamento da demanda no varejo e à competitividade do produto no mercado internacional.

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