Previa: O plantio da safra de trigo 2026 no Brasil atinge 98,8% da área prevista, com variações significativas nas condições climáticas entre os estados produtores. Enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta chuvas que atrasam o trabalho, Paraná e Santa Catarina avançam com um clima mais favorável.
O Brasil se aproxima da conclusão do plantio da safra de trigo 2026, com 98,8% da área prevista já semeada, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Este avanço é superior ao registrado na semana anterior, quando a semeadura estava em 97,4%, e também supera os números do mesmo período de 2025, que era de 98,3%. A média dos últimos cinco anos, de 98,6%, também foi ultrapassada.
Entretanto, as condições climáticas têm impactado de forma desigual os estados produtores. No Rio Grande do Sul, as chuvas intensas atrasaram o plantio, enquanto o tempo seco no Paraná e em Santa Catarina favoreceu a conclusão das atividades de semeadura.
Impactos das chuvas no Rio Grande do Sul
Até a última sexta-feira (24), a semeadura do trigo estava praticamente finalizada em estados como Goiás, Minas Gerais, Bahia, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. No entanto, no Rio Grande do Sul, que é o principal estado produtor, o plantio atingiu apenas 98% da área prevista devido ao excesso de chuvas.
As precipitações não apenas atrasaram o plantio, mas também afetaram o desenvolvimento das lavouras já implantadas, especialmente aquelas em fase vegetativa. A situação climática no estado é monitorada de perto, pois pode influenciar diretamente a qualidade e o rendimento dos grãos.
Avanços no Paraná e Santa Catarina
Por outro lado, o Paraná se beneficia de um clima mais estável, o que permitiu a conclusão do plantio e um bom desenvolvimento das lavouras. As condições favoráveis também possibilitaram o avanço dos tratos culturais, criando um cenário otimista para a produção de trigo no estado.
Em Santa Catarina, a semeadura já alcançou 91% da área projetada, com o clima colaborando para a continuidade das operações de campo. Isso permite que os produtores mantenham um ritmo acelerado na finalização do plantio das áreas restantes.
Diferentes fases de desenvolvimento das lavouras
Com a maior parte da área já implantada, as lavouras de trigo no Brasil apresentam diferentes estágios fenológicos. Atualmente, 13,5% das lavouras estão em emergência, 65,5% em desenvolvimento vegetativo, 10,9% em floração, 13,5% em enchimento de grãos e 5,2% já na fase de maturação.
As próximas semanas serão cruciais para o potencial produtivo da safra de 2026, especialmente nas regiões onde as plantas estão avançando para as fases reprodutivas.
Início da colheita em Goiás e Minas Gerais
Além do avanço no plantio, a colheita da safra de trigo já começou em algumas regiões. Em Goiás, os produtores já colheram cerca de 48% da área cultivada, enquanto em Minas Gerais, a colheita alcançou 9%. No Brasil, apenas 1,8% da produção prevista foi retirada do campo até o momento.
Esse ritmo de colheita está abaixo do observado em 2025, quando 2,6% da área havia sido colhida no mesmo período, e também é inferior à média dos últimos cinco anos, que é de 2,8%.
Condições favoráveis em São Paulo
Em São Paulo, as lavouras apresentam boas condições, com umidade adequada no solo e ausência de geadas significativas. As áreas que estão na fase final de enchimento de grãos seguem em desenvolvimento, com expectativas positivas para a maturação e início da colheita.
O clima variado entre as principais regiões produtoras traz desafios e oportunidades para a safra de trigo 2026. Enquanto o excesso de chuvas no Rio Grande do Sul exige atenção, a estabilidade climática no Paraná e em Santa Catarina favorece o avanço das lavouras.
Com o início da colheita em algumas regiões, produtores e o mercado estão atentos aos indicadores de produtividade e qualidade dos grãos, além dos possíveis impactos das condições climáticas sobre a oferta de trigo no Brasil.











