A cúpula nacional do PL bateu o martelo no apoio à candidatura do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Ceará. O acerto ocorreu na quarta-feira, durante reunião em Brasília que contou com a presença de Valdemar Costa Neto, do senador e presidenciável da legenda, Flávio Bolsonaro (RJ), e de dirigentes do PL cearense, de acordo com relatos à reportagem.
O arranjo vai na contramão do que defendia a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Desde o ano passado, integrantes da sigla apostavam em uma composição com o tucano para derrotar o governador Elmano de Freitas (PT), que tentará a reeleição.
A aproximação com Ciro, no entanto, irritou Michelle, que deflagrou uma crise no PL ao criticar publicamente as negociações conduzidas pelo deputado federal André Fernandes (CE). “Ciro Gomes não é e nunca será de direita. Sempre será um perseguidor e um maledicente contra Bolsonaro”, disse a ex-primeira-dama na ocasião.
De acordo com dirigentes envolvidos nas conversas, prevaleceu o pragmatismo: em que pese o histórico do tucano, a composição no estado deve focar na candidatura com chances reais de derrotar o PT local. Esses interlocutores ponderam ainda que a opinião de Michelle é importante, mas desconsidera a importância de construir palanques fortes no Nordeste, reduto tradicional do lulismo.
Em troca do apoio, o PL indicará o pai de Fernandes para uma das vagas ao Senado, enquanto a segunda ficará sob influência da federação União Progressista. Já a vaga de vice tende a ser ocupada pelo ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio.














