A Polícia Federal solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, nesta quarta-feira 22, uma extensão do prazo para concluir um inquérito contra o influenciador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, por suposta desobediência a decisões judiciais.
Em 10 de março, Moraes havia dado 30 dias para a PF encaminhar seu relatório final. Na ocasião, o ministro também mandou encaminhar os autos do processo à corporação para analisar as informações prestadas pelo TikTok no ano passado.
Agora, ao requisitar mais tempo, a PF argumenta que limitações técnicas no sistema do STF inviabilizaram a análise de todos os arquivos no intervalo definido inicialmente. “Não obstante tais dificuldades, informo que a equipe de análise já se encontra devidamente alinhada e operando sobre o material agora organizado”, diz a petição, assinada pelo delegado Fábio Fajngold.
Com a etapa de extração concluída, acrescentou o delegado, o trabalho está em fase avançada, “visando uma entrega tecnicamente precisa”.
A investigação começou logo após os ataques de 8 de Janeiro de 2023. Perfis de Monark estavam na lista de contas que Moraes mandou bloquear por, segundo ele, instigarem os atos golpistas.
Já no início de 2025, o ministro autorizou a reativação das páginas do influenciador, por entender que a suspensão não era mais necessária àquela altura da apuração. Na oportunidade, mandou apenas excluir as postagens que motivaram a ordem de bloqueio.














