Previa: A Polícia Federal realiza uma nova fase da Operação Rent a Car, focando em pessoas próximas ao deputado Sóstenes Cavalcante, que é investigado por possíveis desvios de recursos públicos. O parlamentar não é alvo direto da operação, que busca aprofundar as apurações sobre a movimentação financeira irregular.
A Polícia Federal (PF) deu início a uma nova fase da Operação Rent a Car nesta quarta-feira, 1º de julho, com o objetivo de investigar pessoas ligadas ao deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). O parlamentar, que é o líder do PL na Câmara dos Deputados, não está sendo investigado diretamente, mas seu entorno é o foco das apurações.
Esta é a terceira fase da operação, que já havia realizado buscas em dezembro do ano passado, quando foram encontrados mais de R$ 460 mil em espécie em um endereço associado ao deputado. Na ocasião, Sóstenes alegou que o montante era resultado da venda de um imóvel e que estava sendo alvo de perseguição política.
Investigações em andamento
Os alvos desta fase incluem indivíduos que realizaram saques em espécie do montante encontrado e um advogado de Minas Gerais que apresentou informações sobre a aquisição do imóvel. A PF busca aprofundar as investigações sobre a movimentação e destinação dos recursos relacionados ao desvio de cota parlamentar.
As investigações estão centradas em possíveis crimes como peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. A operação está cumprindo cinco mandados de busca e apreensão em diferentes estados, incluindo o Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.
De acordo com a PF, há indícios de um esquema que envolve agentes públicos e particulares, além de pessoas jurídicas que poderiam ter sido utilizadas para dar uma aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. A polícia também investiga tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode configurar fraude processual.
A cota parlamentar, que é um valor mensal destinado a cobrir despesas do mandato, como aluguel de escritório e passagens aéreas, está no centro das investigações. A suspeita é de que uma empresa de locação de veículos, contratada pelos deputados, continuou recebendo pagamentos mesmo após sua dissolução irregular.
Em resposta às investigações, Sóstenes afirmou que o pagamento em dinheiro foi uma escolha do comprador do imóvel e que ele não fez o depósito devido à correria de trabalho. A situação continua a gerar repercussão, especialmente entre outros parlamentares, como o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que também foi alvo de buscas e criticou a ação da PF nas redes sociais.











