A Petrobras alcançou um marco significativo em sua produção de diesel no terceiro trimestre de 2026, registrando uma média de 769 mil barris por dia entre julho e setembro. Este aumento ocorre em um contexto de alta nos preços internacionais do petróleo e uma crescente defasagem entre os preços praticados pela estatal e o mercado externo. Os dados foram divulgados pela empresa em 28 de outubro.
O crescimento de 0,7% em relação ao segundo trimestre de 2026 foi impulsionado por uma estratégia da Petrobras de priorizar a produção de diesel em suas refinarias, o que teve impacto na produção de querosene de aviação (QAV).
Apesar do recorde na produção, a Petrobras também intensificou suas compras externas de diesel, com importações atingindo 110 mil barris por dia no terceiro trimestre, um aumento impressionante de 518% em comparação ao trimestre anterior. No entanto, quando comparado ao mesmo período de 2025, houve uma queda de 8,8% na produção total de diesel. A empresa atribui o aumento nas importações à maior demanda pelo combustível no mercado interno.
Enquanto a produção de diesel se destaca, a gasolina apresentou um desempenho oposto, com quedas tanto em relação ao trimestre anterior quanto ao mesmo período do ano passado. Essa discrepância nas produções reflete as dinâmicas de mercado e as decisões estratégicas da Petrobras em resposta às condições econômicas globais.
Produção de petróleo e gás natural
Além do diesel, a Petrobras também reportou um recorde na produção de petróleo e gás natural, com um volume total de 3,51 milhões de barris de óleo equivalente por dia no terceiro trimestre de 2026. Este número representa um crescimento de 11,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A produção total comercializou 3,097 milhões de barris de óleo equivalente por dia, um aumento de 11,9% na comparação anual, impulsionado principalmente pelo crescimento de 15,9% na produção do pré-sal, que alcançou 2,454 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
Esse desempenho positivo é atribuído à entrada em operação de novas plataformas e à ativação de 12 poços produtores, sendo seis localizados na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos. A redução das paradas programadas para manutenção também foi um fator que contribuiu para o aumento da produção.
Esses resultados refletem não apenas a capacidade da Petrobras de se adaptar às condições do mercado, mas também a importância do setor de petróleo e gás para a economia brasileira. A empresa, que é uma das maiores do país, continua a desempenhar um papel crucial na oferta de combustíveis, mesmo diante de desafios globais e pressões de preços.
Com a crescente demanda por diesel e a necessidade de equilibrar a produção interna com as importações, a Petrobras se vê em uma posição estratégica que poderá influenciar o mercado de combustíveis no Brasil nos próximos meses. A continuidade dessa trajetória de produção e as decisões sobre importações serão fundamentais para a estabilidade do setor e para os consumidores brasileiros.











