Entre a rua e a galeria, Paula, que assinou exclusivamente as ilustrações para o Baile da Vogue 2026, não escolhe lados, mas sabe o que cada uma pede. “Quando saio para pintar na rua em projetos não comissionados, sinto uma liberdade muito grande para expressar o que quero, quase uma forma de terapia”, diz. “Já os trabalhos comissionados trazem a responsabilidade de corresponder às expectativas ou até surpreender a pessoa, a comunidade ou a empresa com quem estou colaborando.” Na arte naïf, encontra o que sente faltar na tradição erudita. A liberdade de não precisar justificar nada. “Há uma certa ingenuidade nessas linguagens que permite uma relação mais direta e livre com a criação”, explica. “Na arte naïf, o uso intenso das cores e a simplicidade das formas se manifestam de maneira mais imediata e vital, quase como um impulso natural de expressão.”



