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Parada de 12 horas na moagem de cana pode causar prejuízo de R$ 1,22 milhão

A interrupção na moagem de cana-de-açúcar pode causar perdas significativas para as usinas brasileiras, com prejuízos que podem ultrapassar R$ 1,22 milhão em apenas 12 horas.

Parada de 12 horas na moagem de cana pode causar prejuízo de R$ 1,22 milhão

Prévia: A interrupção na moagem de cana-de-açúcar pode causar perdas significativas para as usinas brasileiras, com prejuízos que podem ultrapassar R$ 1,22 milhão em apenas 12 horas. A eficiência operacional se torna crucial em um setor cada vez mais competitivo.

A indústria sucroenergética brasileira enfrenta um desafio crescente em 2026, com a necessidade de aumentar a eficiência operacional. Com uma safra estimada em mais de 650 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, a continuidade das operações se torna vital para garantir a competitividade em um mercado pressionado por custos e sustentabilidade.

Especialistas alertam que uma simples interrupção na moagem pode resultar em perdas financeiras significativas. Em usinas com capacidade média de 16,35 mil toneladas de cana por dia, uma paralisação de 12 horas pode gerar uma perda bruta de aproximadamente R$ 1,22 milhão. Essa situação destaca a importância de manter a operação contínua durante a safra.

Impactos das Paradas Não Planejadas

O prejuízo financeiro é consequência direta da natureza contínua da moagem de cana. Falhas elétricas ou paradas inesperadas comprometem a produção de açúcar, etanol e bioenergia, afetando a rentabilidade das usinas. A gestão eficiente dessas operações é, portanto, um fator crítico para o sucesso do setor.

Atualmente, muitas usinas ainda realizam manutenções programadas durante a entressafra, o que pode levar a paradas prolongadas de 20 a 40 dias. Embora essas intervenções sejam necessárias, elas podem resultar em custos operacionais elevados e na redução da disponibilidade produtiva ao longo do ciclo industrial.

Inovações Tecnológicas em Manutenção

Para mitigar esses riscos, o setor tem investido em tecnologias que permitem antecipar falhas e reduzir a necessidade de interrupções não planejadas. A digitalização dos sistemas elétricos é um exemplo claro dessa evolução, permitindo o monitoramento contínuo de desempenho, temperatura e desgaste de componentes.

Com a integração de dados em plataformas de supervisão, as equipes de manutenção podem identificar sinais de falhas antes que se tornem problemas sérios. Sistemas como o SM6 e o PrismaSeT são fundamentais para garantir a proteção e a estabilidade da rede elétrica industrial, aumentando a eficiência operacional.

Fábio Amaral, CEO da Engerey Painéis Elétricos, destaca que a conectividade dos sistemas elétricos transforma o modelo de manutenção das usinas. O monitoramento em tempo real permite a realização de intervenções pontuais, reduzindo o tempo de indisponibilidade e preservando a continuidade da produção.

Eficiência Energética e Competitividade

A gestão inteligente da energia também se torna essencial, especialmente com o crescimento da bioenergia na matriz elétrica brasileira. Muitas usinas não apenas produzem açúcar e etanol, mas também geram eletricidade a partir do bagaço da cana, tornando a eficiência energética um componente estratégico para a redução de custos.

Os investimentos em automação e manutenção preditiva não são apenas ganhos tecnológicos, mas sim ferramentas que ampliam a disponibilidade operacional e aumentam a rentabilidade. Em um setor onde a produtividade é crucial, cada hora de operação preservada pode significar milhões de reais mantidos no caixa das usinas.

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