Oscar Schmidt morre aos 68 anos e deixa legado histórico
O basquete brasileiro se despede de um de seus maiores ídolos. Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, após passar mal e ser internado no interior de São Paulo. Considerado uma lenda do esporte, o ex-jogador enfrentava um câncer no cérebro desde 2011.
A morte foi confirmada pela família e pela assessoria do atleta, que destacaram a trajetória marcada por coragem ao longo dos anos de tratamento. Em comunicado, ressaltaram a forma como Oscar lidou com a doença, mantendo-se ativo, próximo do público e sendo referência não apenas dentro das quadras, mas também fora delas.
Conhecido como “Mão Santa”, apelido que traduz sua precisão nos arremessos, Oscar construiu uma carreira que ultrapassa números e estatísticas. Ainda assim, os recordes impressionam: são mais de 49 mil pontos marcados ao longo da trajetória profissional, consolidando-o como um dos maiores pontuadores da história do basquete mundial.
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar Daniel Bezerra Schmidt iniciou cedo no esporte e rapidamente chamou atenção pelo talento ofensivo. Sua carreira passou por clubes no Brasil e no exterior, além de uma longa e marcante participação na seleção brasileira.
Pelo time nacional, disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e se tornou o maior cestinha da história da competição, ultrapassando a marca de mil pontos. Entre as atuações mais lembradas está a dos Jogos de Seul, quando anotou 55 pontos em uma única partida, desempenho que entrou para a história do basquete olímpico.
Além dos Jogos Olímpicos, também teve papel importante em competições mundiais, incluindo a conquista de uma medalha de bronze no Mundial de 1978, reforçando sua importância no cenário internacional.
Em 2011, Oscar foi diagnosticado com um tumor cerebral e passou por diferentes fases de tratamento ao longo dos anos. Mesmo diante das limitações impostas pela doença, seguiu sendo uma figura pública ativa, participando de eventos, entrevistas e mantendo sua conexão com o esporte.
Nos últimos anos, chegou a afirmar que havia interrompido o tratamento, gerando repercussão, mas posteriormente esclareceu a situação e seguiu sendo acompanhado.
A despedida será reservada à família, conforme informado pela assessoria, atendendo ao desejo por um momento íntimo.
Mais do que um atleta, Oscar deixa um legado que atravessa gerações. Sua história permanece como símbolo de talento, disciplina e paixão pelo basquete, inspirando novos nomes do esporte no Brasil e no mundo.














