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BAEP prende empresário em operação contra tráfico de drogas em Aguaí

Na madrugada de quarta-feira, 14 de outubro de 2026, o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) prendeu um empresário de 47 anos em uma operação conjunta com a Polícia...

BAEP prende empresário em operação contra tráfico de drogas em Aguaí

Na madrugada de quarta-feira, 14 de outubro de 2026, o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) prendeu um empresário de 47 anos em uma operação conjunta com a Polícia Federal (PF) no bairro Jardim Flamboyant, em Aguaí, São Paulo. A ação faz parte da operação Bifronte, que investiga tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A operação foi realizada por volta das 5h, quando as equipes cumpriram mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão temporária, que foi expedido em decorrência de uma investigação mais ampla sobre atividades criminosas relacionadas ao tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Durante a abordagem, o empresário foi encontrado em sua residência, acompanhado de sua esposa, de 23 anos. Ambos foram informados sobre as ordens judiciais e acompanharam os policiais durante as buscas no local. Apesar de não terem sido encontrados materiais ilícitos, a PF apreendeu um veículo Tiggo 8 branco e dois celulares, um da marca Samsung e outro Google Pixel, para análise posterior.

O empresário não resistiu à prisão, mas, conforme os policiais, foi algemado por precaução, já que havia receios de uma possível fuga. Um advogado estava presente durante toda a operação, acompanhando tanto as buscas quanto a comunicação da prisão.

Contexto da Operação Bifronte

A operação Bifronte é parte de um esforço maior para desmantelar uma organização criminosa que atua no tráfico internacional de drogas e na lavagem de dinheiro. A PF informou que a operação foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG) e abrangeu cinco estados: Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina e São Paulo.

No total, foram expedidos 46 mandados judiciais, incluindo 23 de prisão e 20 de busca e apreensão. Além disso, três mandados de recolhimento domiciliar com monitoramento eletrônico foram emitidos. A investigação também resultou em bloqueios patrimoniais que podem chegar a R$ 187 milhões, além de duas difusões vermelhas solicitadas à Interpol e a transferência de dois investigados para o sistema penitenciário federal.

Próximos passos na investigação

Após a prisão, o empresário foi conduzido pela Polícia Federal e permanece à disposição da Justiça. A prisão temporária é uma medida cautelar que não implica em condenação, mas permite que as investigações prossigam com a coleta de provas e a análise dos materiais apreendidos.

A PF continua a investigação para identificar outros possíveis envolvidos e desarticular completamente a organização criminosa. Os desdobramentos da operação Bifronte devem ser acompanhados de perto, uma vez que a magnitude das ações e os valores envolvidos indicam a seriedade das atividades ilícitas em questão.

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