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Oferta de arroz nas Américas deve cair com clima desfavorável para safra 2026/27

A safra de arroz 2026/27 nas Américas enfrenta desafios significativos, com previsões de queda na produção e riscos climáticos que podem impactar a oferta e os preços do cereal.

Oferta de arroz nas Américas deve cair com clima desfavorável para safra 2026/27

Previa: A safra de arroz 2026/27 nas Américas enfrenta desafios significativos, com previsões de queda na produção e riscos climáticos que podem impactar a oferta e os preços do cereal.

O mercado de arroz está em alerta com as primeiras projeções para a safra 2026/27 nas Américas. A expectativa é de uma redução na produção nos Estados Unidos e uma diminuição da área cultivada em países do Mercosul, o que pode restringir a oferta e sustentar os preços ao longo de 2027.

Além da diminuição na área plantada, as condições climáticas se destacam como um fator crucial. A possibilidade de chuvas acima da média durante a primavera, influenciadas pelo fenômeno El Niño, pode atrasar a semeadura e comprometer o potencial produtivo das lavouras.

Impactos nos principais produtores

Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura (USDA) projeta uma produção de 158,4 milhões de cwt para a safra 2026/27, o que equivale a cerca de 7,18 milhões de toneladas de arroz em casca. Essa cifra representa uma queda de 23% em relação ao ciclo anterior.

A situação é ainda mais crítica para o arroz longo, cuja produção deve cair cerca de 30%. Com a colheita em andamento, a USA Rice Producers Association (USRPA) já observa uma firmeza nas cotações, reflexo da menor disponibilidade e das incertezas sobre a safra do Mercosul.

No Paraguai, a semeadura começou no final de agosto, com uma intenção de plantio de aproximadamente 160 mil hectares, 11% inferior aos 180 mil hectares do ano passado. A efetividade da safra dependerá das condições climáticas e do avanço das atividades de plantio.

Desafios no Brasil e na Argentina

No Brasil, o Rio Grande do Sul, principal estado produtor, projeta cultivar 861,8 mil hectares, uma redução de 3,4% em relação à safra anterior. Na Fronteira Oeste, a área deve alcançar 247,6 mil hectares, com uma retração de 3,7%.

Embora as reduções sejam moderadas, qualquer perda adicional devido ao clima pode impactar a disponibilidade interna e, consequentemente, os preços do arroz no país. A produção gaúcha é fundamental para o abastecimento nacional.

Na Argentina, a província de Entre Ríos planeja cultivar 44 mil hectares, 20% a menos que no ciclo anterior. O excesso de umidade tem atrasado as operações de pré-semeadura, aumentando o risco de plantio fora do período ideal.

Perspectivas e riscos climáticos

O fenômeno El Niño traz incertezas adicionais, com a possibilidade de chuvas excessivas que podem dificultar o preparo das áreas e atrasar a semeadura. A intensidade e a distribuição das precipitações serão determinantes para o sucesso da safra.

O mercado de arroz se prepara para um cenário potencialmente mais restritivo, com a queda da produção nos Estados Unidos e a redução da área cultivada no Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. A confirmação desse cenário dependerá das condições climáticas e do rendimento das lavouras nas próximas semanas.

Os próximos dias serão cruciais para observar não apenas as intenções de plantio, mas também a quantidade de arroz que realmente será semeada e estará disponível para a oferta de 2027.

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