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Startup indiana desenvolve motor elétrico sem terras raras e desafia indústria

Uma startup indiana desenvolveu um motor elétrico que dispensa o uso de terras raras, prometendo revolucionar a indústria automotiva e reduzir a dependência da cadeia de suprimentos chinesa.

Startup indiana desenvolve motor elétrico sem terras raras e desafia indústria

Previa: Uma startup indiana desenvolveu um motor elétrico que dispensa o uso de terras raras, prometendo revolucionar a indústria automotiva e reduzir a dependência da cadeia de suprimentos chinesa.

Os motores elétricos convencionais dependem de ímãs feitos com terras raras, materiais que são essenciais para o seu funcionamento. A Vimag Labs, uma startup da Índia, busca mudar essa realidade com uma nova tecnologia que utiliza eletrônica e software para gerar o campo magnético, eliminando a necessidade desses materiais raros.

Recentemente, a Vimag conquistou sua quinta patente na Índia, um passo importante para resolver um dos maiores desafios enfrentados por montadoras como Tesla e GM: a dependência da cadeia de suprimentos de terras raras, que é dominada pela China. Em 2024, a China foi responsável por cerca de 91% do refino global desses materiais.

Novo motor troca ímãs por controle eletrônico

A proposta inovadora da Vimag é o Motor Síncrono de Ímã Virtual (VMSM), que substitui os ímãs permanentes por eletrônica de potência e algoritmos de controle. Essa abordagem permite criar e ajustar o campo magnético em tempo real, potencialmente alcançando desempenho igual ou superior aos motores tradicionais.

O cofundador e CEO da Vimag Labs, Manish Seth, destacou que a patente registrada, chamada “Um Motor Síncrono Robusto Excitado por Transformador Rotativo e Seu Controle”, protege a arquitetura central do sistema. No entanto, a promessa de desempenho ainda precisa ser validada de forma independente em escala industrial.

Corrida contra a dependência das terras raras

O interesse por alternativas a motores que utilizam terras raras tem crescido. Além da Vimag, outras empresas estão investindo em tecnologias semelhantes. A Tesla planeja desenvolver motores de próxima geração sem esses elementos, enquanto a GM e a Stellantis estão investindo na startup Niron Magnetics. A Valeo e a Honda também estão explorando soluções inovadoras.

Recentemente, a Vimag captou US$ 5 milhões em uma rodada de investimento Série A, liderada pela Accel, com participação da Chakra Growth Fund e da Thinkuvate. Esses recursos serão fundamentais para o desenvolvimento e a implementação da nova tecnologia.

A próxima barreira é produzir em grande escala

A Vimag está realizando projetos-piloto com fabricantes de veículos de duas rodas e automóveis, além de ter firmado um acordo de fabricação com a Jendamark. A empresa tem como objetivo aplicações industriais que variam entre 200 kW e 600 kW, abrangendo setores como robótica, defesa e refrigeração.

Apesar dos avanços, a startup enfrenta o desafio crítico de escalar sua produção. Atualmente, nenhuma empresa conseguiu lançar no mercado uma unidade de propulsão totalmente livre de terras raras em larga escala. A Vimag busca se destacar nesse cenário competitivo, onde grandes montadoras estão também em busca de soluções sustentáveis e inovadoras.

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