Previa: Neste mês do Orgulho LGBTQIAPN+, duas mostras de cinema no Brasil destacam a diversidade de gênero e sexualidade, promovendo uma rica programação que valoriza tanto a frente quanto os bastidores da produção audiovisual.
Em São Luís, Maranhão, a 10ª edição da Mostra Quelly – Cinema de Gênero e Sexualidade inicia suas atividades nesta quinta-feira, 25 de junho, no Centro Cultural Vale Maranhão. O evento promete uma programação intensa, com exibições de longas e curtas-metragens, além de atividades formativas que visam fomentar o debate sobre diversidade.
A abertura da mostra será marcada por uma performance de Nebraska Diamond, seguida da exibição do longa “Ato Noturno”. Após a sessão, haverá uma roda de conversa com Gabriel Faryas, um dos protagonistas do filme, e George Pedrosa, diretor e curador do evento. As exibições seguem na sexta e no sábado, sempre com bate-papos com as equipes das obras apresentadas.
Mostra Macambira em Natal
Enquanto isso, em Natal, Rio Grande do Norte, a 4ª Mostra Macambira se destaca por dar voz a realizadores trans, travestis e pessoas de gênero-dissidentes, além de mulheres cis. A programação começa nesta sexta-feira e se estende até domingo, na Casa da Ribeira, com exibições de produções locais e de diversas partes do Brasil.
A abertura contará com a exibição do documentário “A Fabulosa Máquina do Tempo”, dirigido por Eliza Capai, que retrata a vida de meninas do sertão do Piauí durante a transição da infância para a adolescência. Nos dias seguintes, as atividades incluem rodas de conversa sobre experiências de pessoas com deficiência no audiovisual e cinema trans, abordando processos criativos e o protagonismo de realizadoras transgênero.
As sessões noturnas nos dois últimos dias da Mostra Macambira trarão uma seleção de curtas-metragens, tanto nacionais quanto potiguares. A programação completa, incluindo horários das sessões e oficinas, está disponível nas redes sociais das mostras, permitindo ao público acompanhar e participar ativamente dos eventos.
Essas mostras não apenas celebram a diversidade, mas também promovem um espaço de reflexão e diálogo sobre questões sociais relevantes, contribuindo para a visibilidade e inclusão de vozes historicamente marginalizadas no cinema brasileiro.











