O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quinta-feira 26 que o Exército esclareça irregularidades na prisão do general da reserva Walter Braga Netto, que cumpre na 1ª Divisão do Exército, no Rio de Janeiro, a pena de 26 anos por envolvimento na trama golpista.
A cobrança ocorreu após o envio de um relatório oficial da unidade militar, que detalha as atividades do detento de 7 a 14 de março. O documento apontou inconsistências no cumprimento das regras de visitação, incluindo a presença de um visitante não autorizado, encontros fora dos dias permitidos e até atendimento religioso sem autorização judicial.
Segundo o despacho, uma das ocorrências mais sensíveis envolve a visita, em 9 de março, do general de brigada da reserva Sérgio Borges Medeiros da Silva, que não constava entre os nomes autorizados a acessar o local. Além disso, houve visitas de familiares em dias não previstos (sexta-feira 13 e sábado 14), contrariando o regulamento da unidade.
As normas estabelecidas pelo Exército determinam que visitas devem ocorrer apenas às terças, às quintas e aos domingos, entre 14h e 16h, com limite de três pessoas e mediante aval judicial prévio. Ainda assim, o relatório também registrou a prestação de assistência religiosa em uma quarta-feira, sem autorização da Justiça.
Diante das inconsistências, Moraes ordenou que o Comando da 1ª Divisão do Exército apresente explicações formais. O despacho também foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República.














