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Mato Grosso colhe 99,1% da safra de milho e projeta recorde de 57,39 milhões de toneladas

Mato Grosso finaliza a colheita da segunda safra de milho com um desempenho recorde, alcançando 57,39 milhões de toneladas. Apesar dos desafios climáticos, o estado se destaca como o maior...

Mato Grosso colhe 99,1% da safra de milho e projeta recorde de 57,39 milhões de toneladas

Previa: Mato Grosso finaliza a colheita da segunda safra de milho com um desempenho recorde, alcançando 57,39 milhões de toneladas. Apesar dos desafios climáticos, o estado se destaca como o maior produtor do Brasil, impulsionado pela demanda interna e pela indústria de etanol.

Mato Grosso está quase concluindo a colheita da safra de milho 2025/26, com 99,10% da área já colhida até o dia 8 de agosto. O estado projeta uma produção recorde de 57,39 milhões de toneladas, um aumento de 3,53% em relação à safra anterior. Esses dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e refletem um levantamento realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).

A produção de milho em Mato Grosso reafirma sua posição como o principal produtor do Brasil. O crescimento é impulsionado pela demanda interna e pela expansão da indústria de etanol de milho, que tem se mostrado cada vez mais relevante no mercado local.

Crescimento da área plantada e produtividade estável

A área cultivada com milho no estado aumentou para 7,43 milhões de hectares, um crescimento de 2,41% em relação à safra anterior. A produtividade média se manteve em 128,67 sacas por hectare. Esse avanço na área plantada é atribuído à demanda aquecida e à rentabilidade da cultura, que continua a atrair os produtores.

Para monitorar a evolução das lavouras, o Imea utiliza tecnologias de geoprocessamento e sensoriamento remoto, que permitem identificar as áreas de cultivo e diferenciá-las de outras coberturas do solo.

Demanda crescente por etanol de milho

A indústria de etanol de milho tem um papel crucial no aumento da demanda por milho em Mato Grosso. Para a safra 2025/26, o Imea estima uma demanda total de 57,20 milhões de toneladas, praticamente igual à produção projetada. O consumo interno deve alcançar 22,10 milhões de toneladas, um aumento de 9,12% em relação à safra anterior, impulsionado pela expansão das usinas de etanol.

Além do consumo interno, o milho mato-grossense é vital para o abastecimento de outras regiões do Brasil. A expectativa é que cerca de 11 milhões de toneladas sejam destinadas ao mercado interestadual, um aumento de 6,18% em relação à temporada anterior.

Desafios climáticos e desempenho das lavouras

Apesar do recorde de produção, o desempenho das lavouras não foi uniforme. O excesso de chuvas em março e abril prejudicou algumas áreas, favorecendo o surgimento de doenças e reduzindo a eficiência da adubação. Segundo Gilson Antunes de Melo, vice-presidente Oeste da Aprosoja-MT, a janela de plantio foi um fator determinante para o desempenho da safra.

Em algumas regiões, o plantio foi atrasado devido às chuvas, o que aumentou a exposição das plantas a períodos de maior umidade, afetando a produtividade.

Expectativas para a próxima safra

Com a colheita da safra 2025/26 quase finalizada, os produtores já começam a se preparar para a próxima. A principal preocupação é com os custos de produção, que devem ser cuidadosamente avaliados, especialmente porque o milho ocupa áreas que antes eram cultivadas com soja.

Os produtores estão atentos ao mercado e às condições climáticas, que podem impactar o planejamento e os investimentos para a safra 2026/27. A possibilidade de um El Niño mais intenso é uma das preocupações, pois pode alterar o regime de chuvas e atrasar o plantio.

Com a produção recorde e um mercado interno em crescimento, Mato Grosso se consolida como um pilar do abastecimento de milho no Brasil. No entanto, os desafios climáticos e os custos de produção exigem uma gestão cuidadosa para garantir a rentabilidade no próximo ciclo agrícola.

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