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Dólar sustenta preços do milho no Brasil enquanto colheita da safrinha avança

O mercado de milho no Brasil enfrenta uma fase de cautela, com a colheita da safrinha avançando lentamente e a valorização do dólar sustentando os preços internos.

Dólar sustenta preços do milho no Brasil enquanto colheita da safrinha avança

Previa: O mercado de milho no Brasil enfrenta uma fase de cautela, com a colheita da safrinha avançando lentamente e a valorização do dólar sustentando os preços internos. A expectativa é que a oferta aumente nas próximas semanas, influenciando as negociações.

Atualmente, o mercado brasileiro de milho se encontra em um momento de estabilidade nas negociações. Apesar do progresso na colheita da segunda safra em estados como Paraná, Goiás e Mato Grosso, a comercialização permanece lenta. Produtores e compradores adotam uma postura cautelosa, aguardando uma maior oferta física e definições no cenário internacional.

A valorização do dólar em relação ao real tem sido um fator importante para a manutenção dos preços no mercado interno. Com o dólar próximo de R$ 5,12, a competitividade do milho brasileiro no exterior se fortalece, reduzindo o impacto das quedas observadas na Bolsa de Chicago. A leve recuperação dos contratos futuros em Chicago, após perdas recentes, também é um sinal de esperança para o setor.

Mercado físico e preços

Os analistas destacam que o foco principal continua sendo a evolução da colheita e o escoamento da produção. Embora Mato Grosso tenha registrado um bom volume de negócios, a liquidez permanece limitada em grande parte do país. No Porto de Santos, os preços variam entre R$ 66,50 e R$ 69,00 por saca, enquanto em Paranaguá os valores estão entre R$ 65,50 e R$ 68,00.

Nas principais praças produtoras, os preços se mantêm relativamente estáveis, com valores em Cascavel (PR) entre R$ 56,00 e R$ 58,00 por saca, e em Mogiana (SP) entre R$ 59,00 e R$ 60,00. A expectativa é que a intensificação da colheita aumente a oferta disponível nas próximas semanas, dinamizando os negócios.

Impacto do câmbio e mercado internacional

O câmbio continua sendo o principal fator de sustentação do mercado brasileiro. A valorização do dólar tem incentivado operadores a aumentar suas posições na B3, melhorando as margens das exportações. O cenário internacional também favorece o milho brasileiro, com perdas produtivas na Europa e dificuldades logísticas na Ucrânia ampliando as oportunidades no comércio global.

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros tentam se recuperar após uma sequência de perdas. Os preços dos contratos de setembro e dezembro de 2026 estão em US$ 4,42 e US$ 4,65 por bushel, respectivamente. Contudo, as previsões de clima favorável nos EUA e a expectativa de uma produção elevada continuam a pressionar o mercado.

Desafios na colheita e perspectivas futuras

A colheita da safrinha avança de forma desigual entre os estados. No Paraná, cerca de 16% da área cultivada já foi colhida, mas o excesso de umidade e os altos custos de secagem limitam o ritmo. Em Mato Grosso do Sul, a produção da segunda safra é estimada em 12,47 milhões de toneladas, 5,4% inferior ao ano anterior, devido à menor produtividade.

Os próximos dias serão cruciais para o mercado de milho, com três fatores principais a serem monitorados: a evolução da colheita da safrinha, o comportamento do dólar e as condições climáticas nas lavouras dos Estados Unidos. A entrada mais intensa da nova safra deve elevar a oferta interna, enquanto qualquer mudança nas previsões climáticas pode aumentar a volatilidade no mercado internacional.

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