Hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais — localizadas acima dos rins —, o cortisol desempenha funções essenciais para a manutenção do equilíbrio metabólico e na resposta ao estresse, conforme explica o médico José Marcos Rocha Bastos. O especialista em dor detalha que a síntese da substância é regulada pelo eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.
“O hipotálamo libera o hormônio liberador de corticotrofina (CRH), que estimula a hipófise anterior a secretar o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) que, por sua vez, estimula as glândulas suprarrenais a produzirem o cortisol“, esclarece o anestesiologista do Centro Clínico Saint Moritz, de Brasília (DF).
O cortisol costuma ser chamado de “hormônio do estresse” devido aos seus níveis aumentarem em resposta a situações estressantes. Segundo o médico, a elevação da substância pode ocorrer em decorrência de causas exógenas, como o uso de medicamentos, ou endógenas, em razão da produção excessiva pelo próprio organismo.
De acordo com José Marcos, os sinais e sintomas do cortisol elevado afetam “múltiplos sistemas do organismo”. “Alguns são mais específicos da síndrome de Cushing [condição causada pelo excesso crônico do hormônio no corpo], enquanto outros inespecíficos e comuns na população em geral”, atesta.
Sinais de cortisol alto
Abaixo, o especialista em dor menciona os sinais mais específicos de hipercortisolismo:
Quanto aos sinais frequentes, mas inespecíficos do cortisol alto, o anestesiologista cita o ganho de peso. “Há redistribuição de gordura com obesidade central, acúmulo lipídico nas áreas supraclavicular e dorsocervical, quadro também chamado de corcova de búfalo”, afirma. Ele aponta sobre o rosto arredondado, conhecido como face em lua cheia.
Em 60% a 90% dos casos em que a pessoa está com cortisol alto, há hipertensão arterial. José Marcos destaca que o indivíduo também enfrenta alterações cutâneas, como acne, cicatrização lenta e hirsutismo, condição em que ocorre o aumento da quantidade de pelos no corpo da mulher em locais comuns ao homem.
As mulheres tendem a passar por alterações menstruais, como oligomenorreia e amenorreia, além da diminuição da libido. Distúrbios do sono e sintomas psiquiátricos, por exemplo, depressão, ansiedade, irritabilidade, psicose e alterações de humor, podem ter associação com o alto índice de cortisol no organismo.
Mudanças metabólicas e laboratoriais são notadas devido ao aumento do hormônio. “Hiperglicemia, intolerância à lactose, diabetes mellitus, colesterol elevado e perda de eletrólitos”, salienta o especialista em dor. Crianças também podem apresentar cortisol alto e, consequentemente, ter alteração no desenvolvimento puberal e ganho de peso com a diminuição da velocidade de crescimento linear.
Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.




