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Médico ligado à morte de Michael Jackson retoma carreira e abre clínica no Caribe

Mesmo após a condenação, o médico sempre sustentou sua inocência. Em entrevista à CNN, em abril de 2013, afirmou que estava “no lugar errado na hora errada” e, depois de sair da prisão, seguiu tentando retomar sua atuação profissional. “Ele está muito esperançoso”, disse sua advogada, Valerie Wass, à ABC News em outubro de 2013, sobre a suspensão das licenças de Murray na Califórnia, Texas e Nevada. “Pelo que sei, ele vai exercer a medicina em algum lugar… Ele está preparado para ir ao tribunal federal lutar por isso.”

Mais de dez anos depois, Murray abriu um instituto médico em Trinidad e Tobago, seu país de origem, segundo o jornal Trinidad and Tobago Guardian. A trajetória do médico ganhou notoriedade após sua ligação com Michael Jackson. O cantor de “Thriller” conheceu o cardiologista em 2006, por meio de um integrante de sua equipe, que buscava atendimento para sua filha, Paris Jackson, durante uma viagem a Las Vegas.

A relação evoluiu, e, em 2009, Murray foi contratado como médico pessoal do artista para a turnê “This Is It”. Na época, segundo a NBC News, ele recebia cerca de US$ 150 mil por mês, enquanto enfrentava dificuldades financeiras, incluindo o risco de perder sua casa em Las Vegas. Em 25 de junho de 2009, Jackson morreu após sofrer uma parada cardíaca causada por intoxicação aguda por propofol, conforme apontado pela NPR. O anestésico teria sido administrado por Murray, que alegou ter atendido a um pedido do cantor para ajudá-lo a dormir.

Em novembro de 2011, ele foi condenado. Apesar de ter recebido pena de quatro anos, deixou a prisão após cerca de dois anos. “A posição do Dr. Murray é e sempre foi a de que ele será inocentado em tudo isso”, disse seu advogado do Texas, Charles Peckham, ao veículo de comunicação na época. “Ele é um bom médico e precisa voltar a exercer a medicina para os pacientes que precisam dela.”

Em maio de 2023, ele inaugurou o Instituto Médico DCM, localizado em El Socorro, San Juan, em Trinidad e Tobago. Ao Trinidad and Tobago Guardian, afirmou que decidiu criar o espaço após se sentir rejeitado por colegas da área. “Tudo o que eu estava disposto a fazer era colaborar, educar ainda mais e incutir cuidado em cada vez mais pessoas”, afirmou Murray. “Então, eles decidiram trancar as portas quando viram os casos que eu estava realizando.”

Atualmente, após um período vivendo próximo a Fort Lauderdale, na Flórida, Murray retornou definitivamente a Trinidad e Tobago. Segundo o Trinidad and Tobago Guardian, em 2018 ele entrou na Justiça contra o Conselho Médico local após ter recusado o pagamento de suas taxas anuais, o que o impediria de atuar no país.