Previa: Uma médica foi condenada pela Justiça Militar por utilizar um laudo ginecológico falso para ingressar na Aeronáutica. A decisão revela a gravidade da fraude e suas consequências legais.
A Justiça Militar da União decidiu, na última sexta-feira (7/8), condenar uma médica a um ano de reclusão pelo uso de documento falso. A profissional, identificada como Teresa Salamone, adulterou um laudo ginecológico para conseguir uma vaga como oficial médica temporária na Força Aérea Brasileira (FAB).
O caso veio à tona durante um processo seletivo para o Hospital da Força Aérea de São Paulo (HFASP). Em agosto de 2024, a médica ficou de apresentar um exame ginecológico preventivo, conhecido como Papanicolau. O resultado original indicava um diagnóstico de “Classe III”, que é considerado incapacitante para o serviço militar.
Fraude e Descoberta
Para contornar a situação, Teresa apresentou um laudo falso que atestava um resultado de “Classe II”, que indica normalidade. Com esse documento, ela foi considerada apta para assumir a vaga. Contudo, uma perícia do Instituto de Criminalística revelou que o laudo adulterado era uma cópia idêntica de um exame anterior, realizado em 2020, apenas com a data alterada para 30/08/2024.
A fraude foi descoberta após uma denúncia anônima à ouvidoria da Aeronáutica em fevereiro de 2025. O hospital militar então oficiou o laboratório responsável, que confirmou as divergências nas informações e a alteração das datas nos documentos apresentados.
Durante o processo, Teresa negou ter participado da adulteração do exame. Apesar de sua defesa, a Justiça Militar considerou as evidências suficientes e a condenou a um ano de reclusão, em regime inicial aberto.
Esse caso levanta questões sobre a integridade dos processos seletivos na Aeronáutica e a importância de mecanismos de verificação para evitar fraudes. A condenação de Teresa Salamone serve como um alerta sobre as consequências legais do uso de documentos falsos em instituições militares.











