O presidente Lula (PT) disse não acreditar que seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, irá interferir nas eleições brasileiras. As declarações foram em coletiva de imprensa nesta quinta-feira 7, após uma reunião entre ambos na Casa Branca.
“Não acredito que [Trump] terá influência nas eleições brasileiras, até porque quem vota é o povo brasileiro. Acho que ele vai se comportar como o presidente dos Estados Unidos, deixando que o povo brasileiro defina seu destino”, afirmou o petista.
Lula também afirmou considerar que “não é uma boa política um presidente de outro País ficar interferindo nas eleições de outros países”. Ao ser questionado sobre pedir o apoio do norte-americano na corrida presidencial, o petista respondeu que não há possibilidade de “discutir esse assunto com qualquer presidente de qualquer lugar do mundo”.
“É um princípio básico para que a gente não permita a ocupação cultural, política e a soberania de outro País. Eu penso que a nossa relação com o Trump é uma relação sincera”, completou o brasileiro. “Nossa relação é muito boa. Quem vai decidir a eleição brasileira é o povo brasileiro. Não acredito na interferência de quem quer que seja de fora”.
Esta é a segunda vez que Lula e Trump se encontram para tratar de temas de interesse entre os dois países. A primeira ocorreu em outubro do ano passado na Malásia, logo após os EUA imporem tarifas de 50% sobre a exportação de produtos brasileiros e sancionar autoridades em razão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Desde então, os dois têm conversado por meio de telefonemas e também feito declarações públicas sobre a relação entre os dois países. O telefonema mais recente foi na última sexta-feira 1º. Lula recebeu uma ligação do norte-americano e a conversa durou cerca de 40 minutos, de acordo com o Palácio do Planalto.
O presidente brasileiro desembarcou em Washington na noite desta quarta-feira 6 e deve retornar a Brasília ainda nesta quinta. Integraram a delegação brasileira os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública). O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também está na capital norte-americana.
O grupo que viajou aos EUA foi montado com foco em temas sensíveis da agenda bilateral, como comércio, terras raras, combate ao crime organizado, conflitos internacionais, a investigação americana sobre o PIX, regulação das big techs e o cenário eleitoral brasileiro.




