Esse mergulho prolongado nos personagens, ela explica, satisfaz algo que vai além da direção. “Satisfaço um pouco o desejo de ser cientista social e terapeuta. É uma espécie de estudo aplicado, uma viagem profunda sobre como um indivíduo se transforma e reage diante de acontecimentos que envolvem intolerância, violência, amor, separação, desemprego, trauma, medo, dilemas afetivos e morais.” O que interessa a Luisa não é o julgamento, mas a observação. Esse olhar ela atribui, em parte, a Onde Está Meu Coração. “Me estimulou a olhar para o outro e para mim mesma com menos, ou sem, julgamento moral. Esmiuçar as contradições e as ambivalências humanas, em face ao que se deve ser diante das regras e papéis sociais e o que de fato somos ou conseguimos ser.”



