O disco é coeso, muito embora ofereça variedades. “É uma grande salada de fruta. Mas tem uma unidade, sim. Há nelas um equilíbrio entre a alegria e a melancolia. São canções que ressoam comigo e com quem sou.” Abre com “João“, de Cézar Mendes e Arnaldo Antunes, a faixa que ela diz exigir algo que está constantemente descobrindo em si mesma. “É uma canção que dimensiona meu pai não só para mim, mas para toda uma nação. Essa letra do Arnaldo Antunes mexeu muito comigo.” Inclui a inédita “O Amor Nos Encontrou”, de Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli, que existia até então apenas numa gravação privada do pai. Passa por “Manias“, gravada originalmente por Dolores Duran em 1955, por “Avarandado” com Tom Veloso, pelos standards “Tea for Two” com Daniel Jobim e “Mr. Sandman“, e termina com “Cavalo-Marinho” e “Bicho Curutú“, cantigas baianas que João entoava para ninar a filha.











