A reta final da primeira gestação de Laís Caldas, ex-participante do BBB 22, tem sido marcada por desafios físicos significativos. À espera de sua primeira filha com o também ex-BBB Gustavo Marsengo, a médica compartilhou com seus seguidores um diagnóstico que vem limitando sua rotina: a pubalgia. Em relato emocionante nas redes sociais nesta segunda-feira (20/4), Laís descreveu o estágio avançado da condição, que transforma movimentos simples em momentos de dor aguda.
Entenda
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O diagnóstico: a pubalgia é uma inflamação ou dor na região do púbis e virilha, causada por sobrecarga nos tendões e músculos.
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Causa na gravidez: o peso e a pressão do bebê, somados à frouxidão dos ligamentos pélvicos, são os principais gatilhos para gestantes.
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Sintomas severos: além de dor intensa ao caminhar ou subir escadas, a condição pode causar fisgadas até ao espirrar ou virar na cama.
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Tratamento e riscos: o quadro requer reabilitação e equilíbrio muscular; se não tratado, pode se tornar crônico e afetar coluna e joelhos.
O relato de Laís Caldas
Segundo a ex-BBB, os primeiros sinais surgiram por volta da 25ª semana de gestação e apresentaram uma piora progressiva. “O principal sintoma que estou sentindo se chama pubalgia. É uma dor muito forte na região do púbis, aqui abaixo da barriga“, explicou. Laís revelou que seu caso atingiu o estágio quatro, o mais avançado da escala da doença.
A limitação física é um dos pontos mais críticos. “Na hora de virar na cama à noite, eu vou no céu e volto com a dor”, desabafou a médica, diferenciando o seu quadro do desconforto comum sentido por outras grávidas, que costumam relatar apenas uma pressão na área pélvica.
O que é a pubalgia?
Para compreender a complexidade do diagnóstico, o ortopedista Isaías Chaves, especialista em quadril da clínica Orion, esclarece ao Metrópoles que a pubalgia ocorre devido a um desequilíbrio entre os músculos adutores do quadril e o reto abdominal.
“Na prática, é como se a junção entre barriga, virilha e coxa passasse a sofrer microtraumas repetidos”, define o médico.
Impactos e prevenção
Embora muito comum em atletas devido ao ciclo de dor e compensação muscular, a pubalgia também atinge sedentários e gestantes. No caso das mulheres, o pós-parto também exige atenção devido às alterações na estabilidade pélvica.
Isaías Chaves alerta para os perigos de negligenciar os sintomas: “Quando não tratada, a pubalgia pode evoluir para um quadro crônico, com dor persistente e surgimento de lesões em outras articulações, como a coluna lombar e os joelhos”. O tratamento eficaz envolve identificar a causa exata — seja mobilidade reduzida ou sobrecarga — e focar no ajuste do equilíbrio muscular para a recuperação completa em um período que pode variar de 6 a 12 semanas.














