Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Lagartas nas pastagens ameaçam pecuária e elevam risco de perdas no Brasil

O aumento da infestação de lagartas nas pastagens brasileiras gera preocupações entre pecuaristas, que enfrentam riscos significativos de perdas na produção de forragem.

Lagartas nas pastagens ameaçam pecuária e elevam risco de perdas no Brasil

Previa: O aumento da infestação de lagartas nas pastagens brasileiras gera preocupações entre pecuaristas, que enfrentam riscos significativos de perdas na produção de forragem. Especialistas alertam para a necessidade de monitoramento e manejo integrado para mitigar os danos.

O crescimento da presença de lagartas em áreas de pastagem está se tornando uma preocupação crescente no setor pecuário do Brasil. Espécies como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), antes vistas como pragas ocasionais, têm mostrado um aumento significativo em sua ocorrência, impulsionadas pela intensificação dos sistemas produtivos e pela expansão das áreas agrícolas transgênicas.

Esse cenário é alarmante para os produtores, pois o ataque dessas pragas pode comprometer rapidamente a formação das pastagens, reduzindo a disponibilidade de forragem e afetando diretamente o desempenho do rebanho. A proximidade entre lavouras e pastagens, aliada a condições climáticas favoráveis, tem intensificado a pressão das lagartas.

Monitoramento e Controle: Estratégias Necessárias

Gustavo Corsini, engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, destaca que o problema exige uma atenção preventiva dos pecuaristas. “Muitos ainda tratam as lagartas como uma ameaça secundária, mas hoje vemos ataques mais frequentes e agressivos”, alerta. O controle precoce é essencial, especialmente logo após a eclosão dos ovos, pois cada lagarta pode consumir cerca de 140 cm² de folhas durante seu ciclo de vida.

A fase larval, que dura de 16 a 20 dias, é a mais crítica, pois é quando os danos às plantas são mais intensos. Corsini recomenda que o monitoramento de mariposas adultas seja uma ferramenta importante para antecipar surtos populacionais, principalmente em períodos de chuva.

O manejo integrado, que combina monitoramento contínuo e uso racional de inseticidas, é considerado a estratégia mais eficaz para manter a produtividade das pastagens e reduzir perdas. A intervenção deve ser iniciada quando há entre 50 e 100 lagartas por metro quadrado, especialmente em áreas recém-estabelecidas.

Desafios da Integração Lavoura-Pecuária

A interação entre agricultura e pecuária também contribui para a migração de pragas. Em regiões com produção de milho, por exemplo, as lagartas podem se deslocar para áreas de pastagem, ampliando o desafio do controle fitossanitário. “O manejo precisa ser pensado de forma regional”, enfatiza Corsini.

Além das lagartas, a cigarrinha-das-pastagens representa outro risco significativo para a pecuária. Este inseto reduz a qualidade e a quantidade da forragem ao injetar toxinas nas gramíneas, causando amarelecimento e seca das folhas. Em infestações severas, as perdas podem chegar a até 70% da disponibilidade de alimento, impactando diretamente o ganho de peso do rebanho.

Com o aumento da pressão das pragas nas últimas safras, especialmente em períodos chuvosos, os produtores enfrentam um desafio constante. “Na época das águas, o produtor espera alta produtividade do pasto. Quando a cigarrinha entra forte, o impacto é imediato e significativo”, conclui Corsini.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta