Karol Maia cresceu no Jardim Helena, no extremo leste de São Paulo, e passou parte da infância nas casas onde sua mãe, Miriam, trabalhava como empregada doméstica. Esse detalhe biográfico poderia ter ficado só nisso. Em vez disso, virou um projeto de quase uma década e, nesta semana, chegou aos cinemas brasileiros como Aqui Não Entra Luz, seu primeiro longa-metragem e um dos documentários mais premiados do cinema nacional recente. Em 2025, o filme ganhou Melhor Direção no Festival de Brasília e foi selecionado para o IDFA, em Amsterdã, antes de aportar no circuito comercial com distribuição da Embaúba Filmes. O que ele carrega tem a ver com uma pergunta que o Brasil prefere não fazer: o que significa, em 2026, ainda construir apartamentos com quarto de empregada?



