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Juíza manda soltar Monique Medeiros, mãe de Henry Borel

A juíza Elizabeth Louro, do Tribunal de Justiça do Rio de

A juíza Elizabeth Louro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, determinou nesta segunda-feira 23 a soltura de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel. A decisão ocorreu após mais um adiamento do julgamento sobre o assassinato do garoto de 4 anos, em 2021. O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr Jairinho, porém, continuará preso.

O relaxamento da prisão de Monique aconteceu após a dissolução do Conselho de Sentença no II Tribunal do Júri, motivada pelo abandono do plenário por parte dos advogados de Jairinho. Agora, a tendência é que o julgamento ocorra em 22 de junho.

Segundo Louro, Monique e sua defesa compareceram prontas para o julgamento e não contribuíram para o adiamento. Assim, concluiu, manter a custódia configuraria um constrangimento ilegal por excesso de prazo, uma vez que o atraso não pode ser imputado à ré.

Henry Borel morreu em 8 de março de 2021 no apartamento onde vivia com a mãe e Jairinho, seu padrasto, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense. À época do crime, os dois afirmaram que a criança teria sido encontrada desacordada. Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.

Os réus sustentam a versão de que houve um acidente doméstico e alegam inocência. Contudo, um laudo do Instituto Médico Legal invalidou essa versão após constatar 23 lesões pelo corpo da criança. Monique Medeiros e Dr. Jairinho respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual.

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