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Irã diz que não negociará com EUA sob ultimatos de Trump

O Irã afirmou nesta segunda-feira que não negociará com os Estados

O Irã afirmou nesta segunda-feira que não negociará com os Estados Unidos sob os ultimatos do presidente dos EUA, Donald Trump, um anúncio que ocorre em meio a especulações sobre conversas para estabelecer um possível cessar-fogo de 45 dias no conflito.

“A negociação não é de forma alguma compatível com ultimatos, crimes ou ameaças de cometer crimes de guerra”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, em entrevista coletiva.

Ao ser questionado sobre as supostas negociações, o diplomata declarou que um cessar-fogo “significa uma pausa para reagrupamento e rearmamento com o objetivo de continuar o crime”.

‘Inferno’

“Nossa exigência é o fim da guerra imposta, juntamente com garantias de que este ciclo nefasto não se repetirá”, acrescentou.

Trump voltou a ameaçar no domingo desencadear “o inferno” se o Irã deixar passar o prazo que deu à república islâmica para desbloquear o Estreito de Ormuz, para posteriormente insinuar que estenderia o limite por mais 24 horas, até 20h desta terça (21h de Brasília).

Por outro lado, também no domingo, o republicano assegurou em entrevista à emissora Fox News que se considera capaz de alcançar um acordo com Teerã a tempo.

Cessar-fogo de 45 dias

Segundo o portal americano Axios, os Estados Unidos, o Irã e um grupo de mediadores regionais debatem os termos de um possível cessar-fogo de 45 dias que poderia levar ao fim definitivo da guerra.

O veículo, que cita quatro fontes americanas, israelenses e regionais com conhecimento das conversas, indica que as negociações estão sendo realizadas por meio de mediadores paquistaneses, egípcios e turcos, bem como através de mensagens de texto trocadas entre o enviado do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi.

As fontes indicaram que os mediadores consideram a reabertura total do Estreito de Ormuz e uma solução para o urânio altamente enriquecido do Irã – seja por meio de sua retirada do país ou de sua diluição – como condições indispensáveis para alcançar o acordo.

Por enquanto, o Irã mantém a posição de que deseja estender o controle do estreito para além da guerra e está preparando uma lei para impor um sistema de pagamento de pedágio aos navios que desejarem cruzar a via.

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