O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), pediu um empréstimo de 4 bilhões de reais ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para reforçar o capital do Banco de Brasília (BRB) do rombo causado pelo Banco Master. Investigações indicam que o BRB adquiriu 12,2 bilhões de reais em créditos considerados irregulares da instituição de Daniel Vorcaro.
O pedido foi formalizado por carta enviada ao fundo, com o objetivo de garantir a continuidade de serviços financeiros, apoiar políticas públicas e preservar a liquidez da instituição. Segundo o governo Ibaneis, o objetivo é recompor indicadores exigidos pela regulação bancária, como o Índice de Basileia, que mede a solidez das instituições financeiras
A operação prevê carência de um ano e seis meses, com pagamentos semestrais. A remuneração deve seguir o CDI acrescido de spread, conforme condições a serem definidas pelo FGC. O modelo inclui tanto reforço de capital quanto eventual linha de liquidez, em formato ainda sujeito a ajustes entre as partes.
Para viabilizar o crédito, o governo do DF propôs como garantias participações acionárias em empresas públicas, como a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), o BRB e a Companhia Energética de Brasília, além de nove imóveis públicos autorizados em lei.
Parte desses ativos, porém, enfrenta questionamentos. A área conhecida como Serrinha do Paranoá, por exemplo, teve o uso de garantias suspenso pela Justiça local, mas cabe recurso. Outro ponto de controvérsia é o Centrad, complexo administrativo sem uso há mais de uma década e envolvido em disputa judicial.
A iniciativa ocorre em meio a dificuldades fiscais do DF. O governo local recorre ao FGC após encerrar 2025 com déficit de cerca de 1 bilhão de reais e sem capacidade de obter garantia do Tesouro Nacional para operações de crédito.
(Com informações da Agência Brasil).














