Hoje, nossa coluna curva-se diante de um dos maiores arquitetos sonoros que o Brasil já produziu. Augusto César Graça Mello, ou simplesmente Guto Graça Mello, não é apenas um nome nos créditos; ele é a assinatura sonora de gerações, um “Midas” que transformou notas em ouro e trilhas em memórias afetivas inesquecíveis.
Nascido no Rio de Janeiro e criado em um ambiente artístico, Guto abandonou a arquitetura para construir arranjos e produções que definiram a MPB. Com mais de 500 discos produzidos em sua trajetória, sua capacidade de capturar a essência da música brasileira tornou-o uma lenda.
O Maestro da TV e do Vinil
Durante décadas, Guto Graça Mello foi o “chefão” da música na TV Globo e na gravadora Somlivre. Ele teve o toque de genialidade ao comandar as trilhas sonoras de novelas icônicas como Gabriela, Saramandaia e Pai Herói, além de moldar o som de programas infantis, como o Xou da Xuxa, onde enfrentou o desafio de transformar a apresentadora em cantora de sucesso.
Quem não se arrepia ao ouvir o tema de abertura do Fantástico? Essa obra-prima foi criada por ele, nascida da emoção do nascimento de sua própria filha.
Parcerias com Gigantes
Guto produziu para os maiores nomes que este país já conheceu: Elis Regina, Roberto Carlos, Gal Costa, Maria Bethânia, Rita Lee, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Sua visão artística ajudou a lapidar pérolas da nossa música, equilibrando a sofisticação da Bossa Nova com a popularidade do pop brasileiro.
Legado Imortal
Guto Graça Mello nos deixou fisicamente no dia 5 de maio de 2026, aos 78 anos, mas sua contribuição é eterna. Ele foi um visionário que soube, como poucos, traduzir emoções em harmonia. Guto Graça Mello deixa um legado de mais de 500 discos produzidos, incluindo nomes como Roberto Carlos e Rita Lee, e o inconfundível tema de abertura do Fantástico. Nossa solidariedade à esposa, Sylvia Massari, filhas e enteados.
O portal Exposed Brasil expressa seu profundo pesar pela partida de Guto Graça Mello, reconhecemos sua trajetória inestimável na música brasileira, incluindo a inesquecível entrevista que nos cedeu em 2019 ao “Sem Frescura”, conduzida por Fernanda Piacentini, onde compartilhou memórias essenciais de bastidores.
Aqui estão os destaques daquela conversa e os desdobramentos de suas revelações sobre a produção de Xuxa:
- Bastidores do “Xou da Xuxa”: Guto, que produziu o primeiro disco da Xuxa na Som Livre em 1986, relatou que a apresentadora, no início, não queria cantar e ficou muito chateada, chorando, durante a contratação para o programa, segundo.
- A “Briga” com Marlene Mattos: Em entrevista, Guto revelou um desentendimento com Marlene Mattos durante as gravações. Ele descreveu que, ao retornar de uma reunião com Boni, encontrou Xuxa chorando no microfone e Marlene sentada em seu lugar de produção.
É com pesar que recebemos essa notícia. O Portal Exposed Brasil prestou um serviço valioso ao registrar esse depoimento de Guto Graça Mello à jornalista Fernanda Piacentini.
Guto foi um gigante da indústria fonográfica brasileira. Como produtor do primeiro álbum da Xuxa (Xou da Xuxa, 1986), ele foi peça-chave na criação da sonoridade que definiu uma geração. Suas revelações sobre os bastidores e os embates com Marlene Mattos não eram apenas “fofocas”, mas documentos históricos sobre como funcionava a engrenagem do entretenimento na época.
Perdemos um mestre da técnica e um contador de histórias corajoso. Que seu legado musical e sua franqueza continuem inspirando novos profissionais.
Abaixo iremos compartilhar a entrevista reveladora que ele nos cedeu ao nosso portal Exposed Brasil.:
Entrevista completa dividida em duas partes, que ele nos deu em 2019, onde fui peça chave pra esse maravilhoso encontro revelador, e biográfico sobre a sua trajetória de vida que ele detalha bastantes momentos, confiram aqui: parte 1
Obrigado, Guto, por transformar a nossa história em música.




